Réveillon em Imbituba (SC). Sol, muita praia e altas gatas. Só faltaram as ondas!

 

A questão era como eu e meu irmão Gustavo passaríamos 14 dias no Sul sem ondas.

 

O jeito foi se virar e ir atrás das dunas da região!

Alugamos umas pranchas e seguimos para o drop marcado. Mas, depois de algumas quedas, perdeu a graça.

 

Queríamos mais. No dia seguinte, um grande amigo do meu pai e assíduo freqüentador do local, comentou que existia uma duna que ele duvidava que droparíamos.

 

Inclusive, comparou a morra a Jaws, pico de ondas grandes localizado na ilha de Maui, Hawaii.

 

Ele colocou à nossa disposição duas pranchas para botarmos para baixo. Aceitamos o desafio, subimos em seu carro e fomos até o pico.

 

Olhando lá de cima, a duna era imensa, íngreme e muito alta. Do outro lado, formava um ‘bowl’ gigante com outra ladeira boa para descer.

 

Não demorou muito e meu irmão botou para baixo tomando uma vaca maneira. Na seqüência, também dropei e caí. Alguns caras riam da nossa cara, mas amarelaram para a ladeira.

 

Depois de alguns drops e lindas vacas, acertamos o pé e fomos para o outro lado experimentar a face. Altos drops, altas vacas e muitas risadas. O vento neste dia estava absurdo, deixando a duna mais íngreme e enchendo nossos olhos de areia.

 

Foram 15 quedas animais, misturadas à muita adrenalina, areia e vacas. Quem duvidou que desceríamos se calou e ainda deixou as pranchas conosco para voltarmos ao local.

 

Depois de vários dias, conquistamos segurança para ir cada vez mais rápido, superando nossos limites e voltamos lá muitas vezes, pois o mar continuava flat.

 

Não conseguimos passar um dia sem deslizar sobre uma prancha. E para quem não tinha ondas, até que as dunas quebraram um “galhão”, fazendo nossas cabeças durante muitos dias sem deixar nosso réveillon passar em branco.

 

Clique aqui e confira mais fotos da session nas dunas

 

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)