#A loja Ilha Nativa, localizada na praia das Pitangueiras, Guarujá (SP), é conhecida por fazer um dos maiores comércios de pranchas usadas da região. Além disso, ela abriga nada menos que o tatuador mais antigo do Brasil em atividade: Inácio da Glória, mais conhecido como o ?filósofo da tatuagem?.

Ele aprendeu a arte no início da década de 70, observando os marinheiros se tatuando no cais de Santos. Na época não entendia porquê eles vinham de tão longe tatuar a bandeira brasileira em Santos, e foi justamente isso que chamou sua atenção.

?A idéia deles era fazer do corpo um diário de bordo, desenhando as bandeiras dos países por onde passavam e as mulheres que iam conhecendo?, conta o tatuador.

#Inácio é pesquisador das origens das tatuagens entre os diversos povos do mundo, inclusive entre os índios brasileiros. ?Para os nativos da polinésia, por exemplo, a tatuagem era como música para os olhos, e o direito de tê-las deveria ser conquistado?, explica.

Ele afirma que a tatuagem sempre teve uma ligação com o mar e com o surf, desde os nativos da polinésia, passando por surfistas brasileiros da década de 70, até os principais surfistas tatuados da atualidade, como Sunny Garcia, Johnny ?Boy? Gomes, Peterson Rosa, Matt Archibald, entre outros.

Como ?filósofo da tatuagem?, ele acha interessante vincular a imagem dessa arte à do surf, pois acredita que isso ajudou a mudar o conceito preconceituoso de parte da sociedade em relação ao seu trabalho.

#Justificando seu apelido, ele filosofa: ?A tatuagem, hoje em dia, registra de forma iconográfica o inconsciente sutil presente nas atitudes espontâneas que marcam, de forma definitiva, as expressões que brotam do fundo da alma. A tatuagem filtra a essência do imaginário, sintetizando-a como representação única no intrínseco âmago da pele viva.?

Morando em Brasília, visitou algumas aldeias no Xingu. E pesquisando na biblioteca da FUNAI, descobriu desenhos da extinta tribo Jurupixuna, que vivia na Amazônia na época da chegada dos portugueses ao Brasil. Um dos desenhos foi utilizado em um cartão de seu estúdio, que foi enviado a vários tatuadores europeus com quem se correspondia.

Tempos depois, a então consultora e tatuadora Ane Caroline, que prestava serviços a diversas celebridades do mundo da moda, veio ao Brasil e fez questão de conhecer Inácio.

#Ela contou que o cartão havia virado peça ?cult? no meio, e era encontrado no atelier de costureiros como João Galiano e Kenzo, e em um espelho da casa da Madonna em Paris, além de ser portado por outras personalidades.

Aos 48 anos de idade e 25 de profissão, Inácio é um verdadeiro ?sobrevivente? do mundo da tatuagem. Hoje em dia ele continua ?t-atuando? e participa das convenções de tatoo como jurado.

Atualmente, a Ilha Nativa, que conta também com os tatuadores Fabão e Pedro Tatoo, faz em torno de 100 tatuagens por mês, com o valor variando bastante de acordo com o trabalho. O preço médio é de R$ 200, mas podem ser encontradas tatuagens a partir de R$ 60. A loja também faz bodypiercing e tatuagens de henna.

#Além das tatuagens, são vendidas cerca de 50 pranchas por mês, com este número chegando a dobrar ou mesmo triplicar durante a temporada de verão. Fora as usadas são vendidas também pranchas novas, inclusive as revolucionárias pranchas francesas Bic, que não quebram.

Para mais informações ligue para (0xx13) 3384-8987. A Ilha Nativa abre todos os dias das 12hs às 20hs, com exceção das quartas-feiras. A loja fica na R. Mario Ribeiro, 966, em frente à delegacia de polícia, na praia das Pitangueiras, Guarujá (SP).

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)