A Art In Surf reúne surfistas, artistas, fotógrafos e designers que trazem para o Brasil o conceito de arte e surf caminhando lado a lado.
Os artistas misturam elementos que representam a surf cultura como um todo: livros, revistas, pranchas de arte e acessórios que fogem do comum encontrados nas surf shops.
Do Rio de Janeiro, Antonio Portinari, um dos idealizadores do projeto, fala em entrevista como surgiu a idéia do movimento.
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Como nasceu a idéia da Art In Surf?
Eu visitava um amigo no Kauai (Hawaii) quando ele me disse que estava começando a produzir pranchas de surf e de Stand up Paddle Surf. Ele me perguntou se eu não queria vender as pranchas no Brasil. Gostei da idéia e começamos a Art in Surf.
Você acha que os surfistas brasileiros já têm maturidade para consumir pranchas de arte?
Acho que sim. A reação das pessoas quando vêem as pranchas nos mostra isso. Todos ficam olhando e apreciam, isso é o mais importante. O objetivo não é vender muitas pranchas e sim, mostrar a arte e apresentar um meio novo de se comunicar com as pessoas. Queremos levar a arte para pessoas que não teriam interesse nela e passam a ter por causa do meio utilizado, no caso, as pranchas. Queremos participar de exposições e mostras.
O fato de você fazer parte da família Portinari, teve alguma influência no sentido de trabalhar com arte?
Talvez. Sempre gostei de arte e de surf. Para mim é natural conciliar um com o outro.
Como vocês escolhem os artistas com os quais irão fazer as parcerias?
Não temos um critério definido. Normalmente conhecemos o trabalho do artista e caso haja um interesse mútuo a parceria se forma. Buscamos trabalhar com artistas que tenham relação com o surf de alguma forma.
As pranchas são muito bonitas, mas elas funcionam dentro da água?
Sim. Levei uma para Indonésia e foi muito divertido. Quer experimentar?
As pessoas procuram as pranchas para usá-las como objeto de decoração?
Sim. Vendemos uma para decorar um restaurante em Búzios (RJ) recentemente. Já vendemos para um hotel também.
Como você definiria a Art In Surf. Uma empresa, um movimento ou um coletivo?
Um movimento de surfistas, fotógrafos, artistas, shapers e designers dedicados a enriquecer a identidade do surf de forma pura e artística. Queremos criar um conceito diferente do que existe hoje no mercado. O surf é muito mais do os top 45 da ASP. É importante preservar a cultura do estilo de vida e passar para outras pessoas que querem algo novo e diferente. O surf é muito mais que um esporte, é uma forma de viver.
Pretende lançar algum tipo de produto que não seja pranchas?
Hoje temos outros produtos além de pranchas. Temos pranchas e remos de stand up, capa de prancha, capa de remo, deck para stand up e estamos começando a desenvolver uma coleção de camisetas e bermudas junto com um artista plástico do Rio.
Vocês vão lançar a primeira loja especializada em stand up paddle (SUP) do Brasil?
Seremos a primeira SUP Shop do Brasil. Na verdade, o conceito da loja é diferente. Metade da loja é dedicada exclusivamente ao stand up e a outra metade é dedicada ao surf art. Além de pranchas e acessórios, iremos vender livros, revistas e DVD?s de surf. Como, por exemplo, a revista The Surfer?s Journal. Além disso, iremos vender também obras de artistas, fotos, pôsteres. Tudo que for ligado ao surf.
Vocês mantêm uma equipe de surf que inclusive tem o Carlos Burle como um dos integrantes. Quais são os outros atletas e quais foram os critérios utilizados para a escolha deles?
Temos uma equipe de stand up. O Burle, o Eraldo Gueiros, o Pato, o Mulinha e a Mainá Thompson fazem parte. É uma honra ter esses atletas junto conosco nesse movimento.
Para obter mais informações sobre a Art In Surf, entre em contato pelo telefone (0xx21) 2429-0275
ou acesse o site Art In Surf .
