Superbodyboarders roubam a cena em Itacoatiara

Mais uma vez o Rio de Janeiro se transformou na Meca do surf no Brasil, com a chegada de um swell gigante. Itacoatiara roubou a atenção de todos. Na quinta-feira, todos os gráficos apontavam ondas entre dois e três metros, muitos bodyboarders e surfistas se prepararam para mais um final de semana de ondas grandes.

 

Na sexta, o mar chegou a dois metros na série em alguns picos. Tudo levava a crer que sábado estaria maior ainda e não deu outra, o Rio se transformou no Hawaii. Era só ver o número de pessoas circulando com pranchas embaixo do braço e em cima dos carros. Muitos disputando espaço nas calçadas, quem chegava com uma prancha embaixo do braço, tinha o seu minuto de fama, chamando

atenção de todos que estavam olhando a força do mar.

 

Do Arpoador ao Grumari rolaram altas ondas. Mas na zona sul do Rio de Janeiro, o show ficou no palco do Leblon, onde um grupo de bodyboarders, liderados por Marcelo Pedro e Fabio Aquino, seguidos pela nova geração: Bruno ?Pão? Rodrigues, Juninho, Alexandre “boquinha” Cruz e Paulo de Castro, detonaram ondas de chegavam facilmente aos 10 pés.

 

Na laje do Sheraton rolaram ondas grandes também, fazendo a alegria dos locais do morro do Vidigal. O bodyboarder Fred foi uma atração a parte, com uma vaca absurda ao tentar dropar mais de trás e tirar um tubão. Pão, Marcelo Pedro e Boquinha também caíram por lá e pegaram altas.

 

No recreio, as ondas chegavam a dois metros e o bodyboarder Carlos Eduardo, acompanhado de seus amigos bodyboarders do recreio, fizeram a festa no crowd de surfistas e suas guns. Todos comentavam as ondas surfadas pelos bodyboarders.

 

Só esqueceram de avisar que existe uma onda em Niterói, que atura ondulações de mais de 10 pés, Itacoatiara mais uma vez roubou a cena, enquanto todos pensavam em Leblon, Recreio, Macumba, Grumari, lage do Sheraton e Arpoador, um grupo de super bodyboarders apostaram as suas fichas  em Itacoatiara.

Paulo Barcellos havia falado comigo na sexta, que tinha visto os gráficos do swell e ligado para o Dudu Pedra para sondar como estaria o pico. Partiu para lá na sexta a noite, ao chegar, se juntou aos niteroienses, Dudu

Pedra, Guilherme Correia , Thiago Adipa e Giuliano Lara. Esses bodyboarders protagonizaram o mais insano momento visto no cenário nacional do bodyboard.

 

Eles literalmente roubaram a cena, com imagens captadas pela lente de Gustavo Camarão e as fotos de Marco Fonseca, da bodyboardco, os atletas deslizaram em ondas de passavam fácil de 10 pés. Neste dia, bodyboarders comuns arrumam desculpas de contusões ou de material obsoleto pra encarar as condições. Ou mesmo bebedeiras de balada.

 

Esses superbodyboarders se programaram na sexta à noite para fazer esse show em Itacoatiara. Todos estavam muito empolgados em como seria surfar aquelas ondas.

 

A cena foi roubada pelo ídolo Paulo Barcellos, que pegou uma onda de 12 pés, achando que ia abrir. O cara simplesmente despencou e a onda fechou toda, engolindo ele. Saiu da água rindo e entrou de novo.

 

Outras grandes foram surfadas no sábado e fizeram a cabeça dessa galera que dorme cedo para aturar a pressão matinal dessas ondas.

 

No domingo, o mar abaixou pra dois metros na série e continuou fazendo a alegria da galera em Itacoá. Quarta feira, dia 2 de junho, está prevista a entrada de um novo swell, desta vez um pouco menor. E assim, o estado do Rio de janeiro se tranforma na Meca do surf brasileiro.

 

Confira em breve galeria com mais fotos.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.