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Paulão ou Animal?

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Amigos na areia e adversários na água. Luiz Guida e Paulo dos Reis protagonizam, em 2015, a maior rivalidade da história do race nacional. Essa “briga” terá um de seus pontos altos com a chegada da primeira etapa do circuito da CBSUP, na Bahia. Foto: Luciano Meneghello

Por Luciano Meneghello

Nunca houve na história do circuito brasileiro de SUP race uma rivalidade tão forte como a que estamos assistindo entre o atual campeão brasileiro, Paulo dos reis, o “Paulão”, e Luiz Carlos Guida, o “Animal”, tricampeão brasileiro da modalidade e o maior colecionador de vitórias na história da CBSUP. Das 21 competições de de race profissional realizadas até hoje, Guida venceu 11. Acrescente a esse número, os títulos brasileiros de race maratona, sprint race e até river SUP.

Paulão tem um restrospecto de vitórias mais modesto no SUP race profissional desde sua estreia no circuito, em 2012: três vitórias somadas ao título brasileiro de race maratona, em 2014. O atleta, no entanto, vem de uma crescente. Ano passado teve como pior resultado um terceiro lugar e sagrou-se campeão brasileiro em duas modalidades.

Guida, por sua vez, teve na terceira colocação seu melhor resultado em 2014, encerrando o ano na mesma colocação no ranking final, e pela primeira vez, desde que o circuito foi criado, não conquistou o título máximo do SUP race nacional.

Um conclusão precipitada poderia apontar para o final da “Era Animal” e consolidação da “Era Paulão”. Mas há outros fatores que precisam ser levados em consideração antes de qualquer sentença. Um deles, o mais óbvio, é que o nível dos chamados “atletas de elite” está mais alto e parelho. Desde 2013, os pódios das etapas da CBSUP vem se alternando entre Vinnicius Martins, Mario Cavaco, Arthur Santacreu, Paulo dos Reis e Luiz Guida. Isso sem contar a vitória de Mo Freitas, inscrito no circuito brasileiro após a vitória no BOP Brasil 2014.

Há, todavia, outro fator mais complexo. 2014 não foi extamente um ano comum para Guida. O paulista teve que lidar com uma série de acontecimentos de ordem particular, perda do posto de instrutor na Raia da USP e o nascimento de sua filha. Tudo isso contribuiu para a perda do foco e uma queda rendimento no primeiro semestre de 2014. Uma reação, no entanto, pode ser percebida já no segundo semestre, ainda que não forte o suficiente para levá-lo à briga pelo título. Paulão, por sua vez, teve em 2014 seu melhor ano e está cada vez mais focado nos treinos e nas vitórias.

Mas, o que esperar de 2015?

Uma coisa é certa, o “Animal” está de volta em 2015. O problema, para ele, é que Paulão está remando como nunca. Os dois já se enfrentaram quatro vezes esse ano, e o placar está 2 x 2. Guida venceu o Aloha Ilhabela e a disputa de sprint do Black Paddle, enquanto Reis ficou com as vitórias no VA’A SUP CUP e na prova de longa distância do Black Paddle.

Agora, com a chegada da primeira etapa do circuito brasileiro, o Yacht SUP Race, que acontecerá no próximo sábado, 30/05, na raia do Yacht Clube da Bahia, em Salvador (BA), essa rivalidade ganha contornos épicos.

As torcidas de ambos os atletas estão confiantes no desempenho de seus ídolos e certos da vitória, mas a verdade é que tudo pode acontecer nessa emocionante disputa nas águas da Baia de Todos os Santos. Até mesmo a vitória de outro atleta. Certo mesmo é que essa disputa já entrou para a história do stand up paddle brasileiro antes mesmo de começar.

INSCRIÇÕES ABERTAS

As inscrições para a primeira etapa do circuito brasileiro estão abertas, mas se encerram no dia 28/05. Os organizadores informam que para facilitar o andamento e evitar atrasos nas provas, não serão feitas inscrições no dia do evento. Para saber mais sobre o Yacht SUP Race e fazer sua inscrição, clique aqui.

 

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Luciano Meneghello é fundador e editor do SupClub.com.br e da revista Standup. Atual vice-campeão santista de SUP wave e ex competidor de SUP race, acompanha o circuito brasileiro desde o ano de 2009, quando foi realizada a primeira competição nacional da CBSUP (na época, recém formada ABSUP), o Ibiraquera Wave Contest, para, no ano seguinte, passar a cobrir todas as etapas até os dias de hoje. 

 

 

 

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