Ian Cosenza

Sup em família

Mal passava das seis horas da manhã e o meu celular já estava tocando. Era o meu pai, fissurado para aproveitar seu dia de folga.

Da janela de casa, era possível ver que as ondas estavam pequenas, porém, o banco de areia parcialmente exposto por causa da maré seca, transformava o fraco swell de Sudeste em perfeitas marolas que quebravam do outside até a areia.

Devido ao tamanho das ondas, trocamos as pranchinhas pelo stand up paddle. Em um deles acoplamos uma micro câmera e fomos registrar a brincadeira.

Surfamos sozinhos durante toda a sessão e vi meu pai pegando altas ondas, se divertindo como uma criança em um parquinho, e eu era a própria criança, dava para ver pela cara que ele estava amarradão.

 

A queda se estendeu até a hora do jogo, quando fomos pra casa ver o Brasil golear o Chile por 3×0, pela Copa do Mundo de 2010.

Dizem, que na vida, “certas coisas não têm preço”. Depois de um dia assim, descobri que dividir uma onda com o meu pai certamente é uma dessas.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.