Sul-Real traz novidades do surfe gaúcho

A partir de agora o Waves.Terra traz um espaço exclusivo sobre as novidades do surfe e do mercado do Rio Grande do Sul, assinado por Cristiano Figo, surfe-repórter e locutor da Rede Atlântida FM.

 

Figo apresenta os programas Swell Atlântida, Previsão das ondas e Cobertura do Surf 2003, além de atuar como técnico da equipe gaúcha de surfe universitário. É presidente da AGSU (Associação de Surfe Universitário) e finalizou em quarto lugar no ranking gaúcho 2002 na categoria Longboard.

 

O ano de 2003 reflete o momento importante pelo qual atravessa o surf no Rio Grande do Sul. É a consolidação do surf gaúcho como esporte e mercado, com empresas locais fortes que se solidificam e acompanham o crescimento do mercado nacional.

 

Os ídolos locais Rodrigo “Pedra” Dornelles e Daison Pereira (ambos locais de Torre/RS), conseguiram através de muita luta um espaço no cenário nacional. Hoje, Pedra (que já foi top do WCT) e Daison, único representante do Estado no SuperSurf, defendem as cores da bandeira gaúcha e são ícones do esporte aqui no Sul.

 

Em termos de mercado, Porto Alegre é uma das grandes capitais brasileiras do surf, mesmo sem ondas e com a praia mais próxima a 160 Km de distância. Temos hoje mais de 300 mil praticantes do esporte no Estado, sem esquecer dos mais de dois mil pontos de vendas que se dedicam a vender a moda surf.

 

São mais de 15 fábricas de pranchas e laminações, mais de 30 marcas, entre surfwear e acessórios, que impulsionam o mercado local e fazem acontecer o esporte por aqui. Temos o Circuito Gaúcho AM, com oito etapas, passando pelas principais praias, como Torres, Tramandaí, Imbé, Capão da Canoa, Atlântida, Cidreira, Cassino e São José do Norte.

 

Temos também o Circuito Colegial, que reúne as 50 maiores escolas particulares de todo o Estado, além do Circuito Universitário, com três etapas no ano, e ainda teremos esse ano uma etapa do SuperSurf, Brasileiro Amador e Billabong Pro Júnior. Fora isso, rolam os campeonatos das interassociações das praias aqui do sul, ou seja, praticamente em todos os finais de semana, nos 12 meses do ano, acontece um evento de surf no litoral gaúcho.

 

Assim, empresas do eixo Rio-São Paulo se deram conta do potencial do nosso mercado e já direcionaram suas atenções para o RS. Todas querem vender por aqui, porque sabem que o mercado é exigente e gosta de consumir o que é bom e o que tem “nome”. A gauchada está sempre de portas abertas para o surf nacional.

 

Programação do repórter Figo

 

Suell Atlântida: 10,14 e 18 horas, de segunda a domingo (as últimas notícias e informações do surf gaúcho, brasileiro e mundial).

 

Previsão das ondas: 11, 13 e 16 horas, de segunda a sexta (as condições do mar para a prática do surf no litoral gaúcho e sul catarinense).

 

Cobertura do surfe 2003: 11, 13 e 16 horas, sábados e domingos (boletins “ao vivo”, direto da beira da praia, dos principais eventos e campeonatos no litoral gaúcho, catarinense e brasileiro).

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)