Stephanie Pettersen dropa na frente

 

Stephanie começou o G.O.B World Women’s Tour com uma vitória expressiva no Bud Light World Championship of Women’s Bodyboarding 2003. Tive a chance de conversar com ela, logo após essa vitória. Confira abaixo a opinião da campeã mundial. 

 

Você acabou de ganhar seu sexto título em Pipeline. Como estava as condições do mar nos dois dias de competição?

 

O primeiro dia, que foi o dia das triagens tinha de 3 a 5 pés com tubos divertidos. Minha bateria foi no segundo dia de competição que rolou já no fim do período de espera. As condições eram boas, de 4 a 6 pés com swell de Noroeste, que é perfeito para Pipe, altas ondas. O vento colaborou até as finais, quando ele ficou mais forte e consequentemente ficou mais difícil de achar boas ondas.

 

Tem muita pressão em cima de você, vindo para o evento como a número um das bodyboarders do mundo?

 

Até que não. Eu estava bastante relaxada e sem ligar para o título em si. Queria mesmo era ir para outside e pegar alguns tubos sem ninguém na água. Nos dias normais, não dá para surfar Pipeline por causa do crowd.

 

Como você se preparou, física e mentalmente para o evento de Pipeline?

 

Treinei forte desde que cheguei lá no Hawaii, porque fundo de coral é diferente. Aqui na Australia, pego onda na Gold Coast , tem altas ondas, mas não é tão pesado quanto o Hawaii. E também mantive meu tratamento de Quiropraxia, mesmo estando lá

 

Quem você acha que está quebrando no circuito mundial, e na sua visão, quem vai despontar no WWT?

 

Tenho que dizer que a brasileira Neymara Carvalho vai ser campeã em breve; O nível dela está incrível. Ela não tem tido sorte nas competições. A Kira Llewellyn, de Sunshine Coast e Lilly Pollard de Central Coast são as australianas que estão melhor no circuito. O evento tinha 70 mulheres de todo o mundo. O Japão dominou em quantidade de atletas.

 

Você venceu todas as baterias do evento, menos a semi final. A final foi das melhores baterias do evento, com Karla Costa Taylor, Neymara Carvalho e Daniela Freitas. Como foi a final e principalmente como foi a volta de Daniela Freitas as competições?

 

Foi uma final que nunca aconteceu na história do circuito mundial. Eu pensava. Como vou fazer para ganhar? Pensei comigo que tinha que escolher as boas e usar toda minha experiência em competições. Peguei três ondas no começo da bateria e depois dominei o pico de Backdoor, para não deixar Neymara e  Karla radicalizarem (elas pegam muito em Backdoor). Rezei muito para as ondas pararem de vir, porque eu sabia que tinha ondas melhores que as delas nesse momento. Meu desejo virou realidade, tivemos um longo período sem ondas, só algumas bem ruinzinhas que não mudaram em nada a bateria. Foi muito legal ter a Daniela de volta, com ela e Soraya Rocha (ambas são campeãs mundiais), que também voltou esse ano, a competição vai ficar muito acirrada.

 

Neymara Carvalho disputou a bateria bem de perto. Você acreditava o tempo todo que venceria?

 

Eu pensava que a Neymara podia ganhar. Mas também pensava que podia surfar no nível dela. Fiz o que tinha que fazer. Peguei minhas ondas e não deixei ela ficar muito tempo sem marcação. Competição é assim, além de pegar bem, é importante ter estratégia.

 

Tem gente falando que Stephanie Petterson vai parar de competir no final de 2003. Mas e se vier o bicampeonato?

 

Tem três coisas que podem me fazer parar de competir nesse momento. A primeira seria falta de patrocínio. A segunda, a guerra e a terceira, se eu machucasse meu pescoço de novo.

 

Com a volta de Daniela Freitas e Soraya Rocha as competições, você acredita que em 2003 teremos um circuito ainda mais disputado?

 

Não tenho a menor dúvida que será muito difícil. Mas não sei se elas vão realmente seguir o tour com seus bebês, nesse momento delicado de guerra.

 

Quais eventos você vai disputar esse ano?

 

Como eu disse antes, vou indo de acordo com os acontecimentos. Meus patrocinadores do Japão, queriam muito que eu fosse para as etapas de lá. Os eventos foram cancelados pela incerteza no que diz respeito a guerra no oriente médio. As outras etapas não sei. Estou procurando novos patrocinadores na australia, para eu poder competir todo o tour. estou focada nisso, mas parece que só tem espaço para as surfistas. O incrível é isso, o bodyboard é um esporte incrível, mas parece que ninguém liga muito que nós pegamos ondas mais pesadas e proporcionamos um show melhor para o público.

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