O’Neill Classic / Fluir Game

Sorte lançada na Califa

Steamer Lane guarda uma caixa de surpresas. Foto: Divulgação O’Neill.

A temporada está acabando e a disputa pelo título mundial continua embolada. E se fora d’água a coisa segue quente, na penúltima etapa do WCT os Tops devem sofrer com o frio  no O’Neill Coldwater Classic, em Santa Cruz, uma das cidades mais surf dos EUA.

 

Para quem não sabe, foi lá que o lendário Jack O’Neill criou as roupas de borracha, com seu  sobrenome, que ajudaram a difundir o esporte mundo afora.

 

O ano de 1990 foi a última vez que o point break de Steamer Lane sediou uma etapa do Tour, que terminou em grande estilo, em um duelo final incrível entre Tom Curren e Gary Elkerton.

 

O americano, vindo das triagens, deu um show nas direitas de 6 pés e iniciou a campanha para conquistar seu tricampeonato mundial.

 

Desta vez, Joel Parkinson e Kelly Slater são os principais candidatos à coroa e mesmo Slater sendo ianque, não tem um histórico muito bom nessas águas gélidas, tendo surfado lá pela última vez em 94.

 

As ondas em Steamer Lane são volumosas, diria até cheias, com um inside mais buraco, o que facilita bastante a vida dos regular footers. Para os goofies existe uma esquerda curta, que quebra principalmente quando o mar está menor, perfeita para manobras aéreas. A água gelada é um enorme empecilho, além dos grandes tubarões brancos que têm seu ninho um pouco ao Norte, na baía de Ano Nuevo.

 

Rolou um boato de que caso um swell não entre, o evento poderia ir para Ocean Beach, em São Francisco, cerca de duas horas ao Norte de Santa Cruz, onde aconteceu o Rip Curl The Search ano passado, com a vitória de Gabriel Medina. Então, novamente a dependência da natureza poderá influenciar bastante no resultados.

 

Imaginando que o evento aconteça nas ondas de Steamer Lane, vejo que Parko, até agora o surfista mais consistente da temporada, tenha boas chances de quebrar o jejum de semis e vices. Mick Fanning, outro que anda bem nas direitas volumosas, pode se recuperar da péssima perna europeia.

 

Jordy Smith e John John Florence conhecem bem o pico e por serem patrocinados pela O’Neill, entram com alguma vantagem pelos quilômetros rodados. Adriano de Souza também conhece as ondas de Santa Cruz e deve avançar até as fases finais.

 

Slater será um incógnita, mas por motivos lógicos sempre é considerado favorito. Iniciou 2012 meio que sonolento, mas os bons resultados o fizeram focar-se novamente e tenho certeza de que não quer dar mole para ninguém em busca do seu 12º caneco. Kelly sabe que ano que vem as coisas estarão mais complicadas, pois os garotos estão ganhando experiência e vendo que ninguém é bicho papão.

 

Não creio que os brasileiros terão muita facilidade. As ondas são repletas de algas, cheias e congeladas. Raoni Monteiro e Alejo Muniz pode ser beneficiados. Medina Pupo, Heitor e Jadson terão que se superar e aproveitas as esquerdas para voar. Agora, se o evento for pra Ocean Beach, aí o céu é o limite e Medina, quem sabe, pode repetir o feito de 2011 e dar uma tapa com luva de pelica nos juízes da ASP.

 

Aguardamos seus palpites no FluirGame

 

Alex Guaraná, colunista da FLUIR e especialista em WCT, apresenta suas análises pré-campeonato, com pontos essenciais sobre cada pico e os principais atletas, para você mandar bem nos palpites. Não perca tempo! Mostre que você entende de surf e fature prêmios irados!

 

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