Os dias passam e nada do mar subir em Teahupoo, palco da terceira etapa do circuito mundial WCT.
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Pelo contrário, as ondas ficam cada vez menores no Tahiti, chega a ser até um desperdício, pois é evidente que o investimento não é baixo, além do trabalho físico.
Imagino que foram gastos dias de trabalho pesado só para montar a enorme estrutura de madeira no meio dos corais.
Mas parece mesmo que as ondas só devem dar as caras na sexta ou no sábado. Mesmo assim,
nada muito espetacular, cerca de 1 metro.
Com sorte a organização conseguirá terminar o evento todo até o dia 14, último dia da janela.
Já ouvi até alguns rumores de que estão cogitando a hipótese de tentar estender o evento para o dia 15, que segundo os mapas de previsão seria o dia com as maiores ondas.
Enquanto isso, os surfistas tentam aproveitar os dias de folga ?forçada? da melhor forma possível. Os australianos jogando o futebol deles, uma espécie de rugby, e os brasileiros jogando a tradicional ?pelada?.
Esses dias, eu fiquei até impressionado ao ver o havaiano Fred Patacchia jogando bola com a galera brazuca. Parece que quando não estão em casa, os havaianos ficam mais amigos dos brasileiros.
No último domingo fui conferir um pico de direitas que quebra bom quando está marola, chamado Small Pass. Mas estava muito pequeno mesmo, tanto que até os fotógrafos estavam surfando. Alguns atletas estavam na água treinando forte, como Victor Ribas, Ricardo Santos e Adriano de Souza.
No dia seguinte, segunda-feira, em ondas ainda menores no fim de tarde, Daniel Wills, Mick Campbell, Philip McDonald e Luke Stedman arriscaram uma caída em Teahupoo.
É triste, mas a realidade é que o surf é um esporte que depende totalmente da natureza e no momento não há muito que fazer a não ser colocar em prática aquela velha e antiga frase que rola no meio dos surfistas, ?pray for surf?.