Norte do Peru. O swell certo em picos como Organos, Mancora, El Hueco, Lobitos, Cabo Blanco, Sentinela, entre outros, pode compensar uma vida inteira de tédio.

 

Esquerdas tubulares e perfeitas oferecem surf ‘nível A’ durante boa parte do ano. O tubo enrosca, joga o teto e roda como nos filmes e revistas de surf. Perfeito!

 

O sonho de conhecer as ondas peruanas se concretizou alguns meses atrás, quando viajei para o país com o free surfer Cleber Calejon, meu primo e parceiro nas trips.

 

Chegamos

a Lima e logo fomos recebidos por um amigo peruano. Depois surfamos ondas com cerca de 6 pés em Senhoritas, Punta Hermosa, e embarcamos, ainda molhados, em um ônibus que nos levaria ao norte do Peru.

 

Dezoito horas depois estávamos em Mancora e descobrimos que as ondas “estavam gringas até ontem”. Para nosso azar o swell tinha acabado.

 

Esperamos mais dois dias em vão. O mar permaneceu amargamente flat. Decidimos então conhecer Lobitos, pico relativamente complicado de encontrar.

 

Fomos levados até o local por outro amigo peruano e quando avistamos a onda ficamos deslumbrados com a perfeição dos 4 pés que dobravam sobre o fundo de pedra.
 
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Surfamos algumas ondas excelentes, quando alguns locais deram início a uma competição de bodyboard. Nosso guia e amigo peruano disse que poderíamos surfar mesmo com a competição rolando.

 

Peguei uma boa onda no pico e acelerei forte para ser rabeado por um bodyboarder que tentava avançar na bateria. Perdi o ?time? da onda e fui ignorado.

 

Quando voltei ao fundo nosso amigo disse: ?Deixem eles surfarem as ondas que quiserem. Peguem somente as que sobrarem?.

 

Concordei imediatamente

e me desculpei. Segundos depois, outro bodyboarder desceu uma das melhores ondas do dia e veio acelerando, com a locução do evento narrando e tudo.

 

Meu amigo local simplesmente virou o bico para a areia e desceu a onda. Para meu espanto, o bodyboarder não reclamou. Pensei: “Meu Deus, se é no Brasil seria a maior confusão!”. 

 

Obviamente, existe crowd e até bastante localismo em águas peruanas, principalmente em picos como Herradura e Cabo Blanco.

 

Mas, considerando a quantidade de brasileiros que surfam ali, até que os peruanos praticam muita bem a filosofia do havaiano Eddie Aikau: muita gente na água e pouca onda. Aí, entra o espírito Aloha.

 

Não vejo a hora de encontrar com aqueles sonhos canhotos novamente. Desta vez sem competição de bodyboarder, apesar de todo o Aloha.                 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)