Museu do Surf

Sonho ou pesadelo?

 

Museu reúne grande acervo do esporte em Cabo Frio (RJ). Foto: Leandro Tuiuiú / Billabong.

O poder executivo de Cabo Frio elaborou e executou ao longo de um ano aproximadamente, por intermédio de profissionais competentes, um centro de lazer denominado Praça da Cidadania e, nela, instalou o prédio destinado ao maior Museu do Surf do Brasil, segundo especialistas, além de área para exposição de artesãos, praça de alimentação, espaço zen e outros.

 

O prédio do Museu do Surf é tido como um dos atrativos principais da praça, mas infelizmente, ao contrário das demais áreas, encontra-se fechado por questões política partidária, ressaltando que a maior parte do seu acervo já se encontra acomodada no prédio.

 

Recentemente, a Câmara Municipal de Cabo Frio deixou de votar o processo de concessão do prédio, que estava em pauta, devido à falta de quórum e muitos acreditam que houve um “esvaziamento” proposital com a finalidade de prejudicar o Telmo Moraes, que é o responsável por todo o acervo do Museu do Surf.

 

Após semanas sem funcionar, devido a sucessivos feriados municipal, estadual e nacional, o processo não entrou em pauta mais uma vez, conforme era esperado por todos que acompanham esse infeliz acontecimento.

 

A próxima sessão da Câmara de Vereadores de Cabo Frio ocorrerá no dia 27/12/12, terça feira, e acredita-se que haverá um acordo para que seja resolvida essa pendência, considerado o apelo social favorável à abertura do Museu do Surf, para o público.

 

A expectativa é que o processo seja votado antes do recesso de fim de ano, pois a alta temporada na cidade inicia-se dia 27 de dezembro e espera-se aproximadamente um milhão de turistas vindos de diversas partes do país para a festividade de fim de ano e uma população flutuante de aproximadamente cinco milhões de pessoas até o período do carnaval.

 

Caso isso não ocorra ficará claro que houve uma manobra política com o propósito de tornar o projeto Museu do Surf um pesadelo e não um sonho. 

 

A resposta está nas mãos dos políticos e espera-se que haja bom senso e que os interesses partidários não prejudiquem aos interesses sociais, o que já ocorre explicitamente no presente momento.

 

 

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