Surf na selva

Sonho e pesadelo no Rio Araguari

Em 1997, no Rio Araguari, Amapá, local da mais perigosa e temida pororoca, foi formada a primeira expedição para a tentativa de surfar este incrível fenômeno na natureza.

 

Sendo assim, Guga Arruda e Eraldo Gueiros quebraram a barreira do misterioso fenômeno e marcaram seus nomes na história como os primeiros a deslizar na onda mais longa do mundo.

 

Porém, antes disso acontecer, o fenômeno da pororoca já despertava interesse de estudiosos, como Jaqcues Cousteau, responsável pela captura de imagens nunca antes vistas.

 

A imprensa já fazia suas reportagens sobre a incrível ação e o poder de destruição do fenômeno fluvial mais temido da Amazônia.

 

Em 1973, numa expedição documentária no Araguari, Amaral Neto – O Repórter, exibiu imagens aéreas e a força da pororoca em cadeia nacional.

 

Em 1999, sendo mais exato na lua cheia do mês de março, o fotógrafo e surfista Bruno Alves, um dos fundadores da revista Fluir, entrou numa roubada ao tentar registrar o “monstro da selva” no famoso e cabuloso rio Araguari!

 

Alves estava com Ronaldo Ribeiro, editor

da revista Terra, Marcelo Lourenço, fotógrafo e oceanógrafo, Michel de Brito, cabo da polícia florestal e Adroaldo Cordeiro, piloto da voadeira engolida pela poderosa onda de água doce.

 

Segundo Alves, ao redigir suas emoções na seção Lenda e Tribos, com título chamado “A Força da Pororoca”, na revista Fluir (ano 15; nº. 9, edição 167), “senti o mesmo medo que experimentei quando entrei na água para fotografar Pipeline, no Hawaii, pela primeira vez num dia chuvoso em que as ondas chegavam aos 12 pés.

 

Já estávamos escutando o barulho, ou melhor, o ronco da pororoca havia um bom tempo. Era

assustador o som resultante da guerra entre as águas do oceano (e sua maré de até sete metros) contra as águas do Araguari”.

 

Mesmo naufragando, perdendo todo equipamento fotográfico e não podendo surfar no rio, a matéria acabou tendo destaque na revista, que ilustrou toda a saga do trágico acidente.

 

A equipe passou por um perrengue inesquecível e eu revivi cenas e momentos idênticos em minha segunda temporada na pororoca e primeira no rio Araguari, mas isso é história para as próximas colunas, em que começo a entrar na cena da onda mais longa do mundo com o surf paraense e os primeiros campeonatos de surf na selva.

 

Para obter mais informações, visite o site tchakatour.com.br/nacionais/Pororoca/pororoca_page.htm

 

Pororoca – do tupi Poro’roka, de Poro’rog, estrondar.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.