Vazamento no Golfo do México

Solução pode estar próxima

Em imagem retirada de um vídeo, robô coloca a tampa de contenção no poço. Foto: AP.

Nesta terça-feira (13/7), a BP, empresa responsável pelos milhões de litros de petróleo despejados no Golfo do México, informou que obteve sucesso na operação para colocar um novo funil sobre o vazamento.

 

Transmitidas pelo site da empresa, imagens mostram o funil, batizado de “Top Hat 10”, sendo posicionado com êxito. A BP realizará agora uma bateria de testes, que pode levar de seis a 48 horas.

 

Em sua entrevista coletiva diária, o almirante Thad Allen, coordenador das tarefas de luta contra o derramamento, disse que as provas começarão a ser feitas hoje mesmo (13/7).

 

A intenção é ver se o novo dispositivo consegue evitar que o petróleo seja derramado no mar, pela primeira vez nos 85 dias transcorridos desde que a plataforma Deepwater Horizon explodiu e afundou nas águas do Golfo.

 

Os especialistas querem determinar a pressão registrada no poço. Se for muito baixa durante as seis primeiras horas, ou forem detectadas fugas em outras áreas do poço, a BP pode decidir que a peça não tem a resistência suficiente para vedar o poço totalmente.

 

Se a pressão for alta, a BP continuará supervisionando a situação durante aproximadamente 42 horas a mais, para ver se a nova peça resiste, explicou Allen. Dependendo dos resultados das provas, a empresa pode então fechar o fluxo de petróleo de maneira gradual.

 

O objetivo é comprovar a eficiência do novo dispositivo. Se a peça não aguentar a alta pressão, em vez de fechar o poço completamente, o petróleo será desviado a navios na superfície. Como estava sendo feito nas últimas semanas. Até que a nova peça tenha êxito e sele o poço, a solução é vista como provisória.

 

O remédio definitivo chegará quando ficar pronto o poço auxiliar que é perfurado pela BP, através do qual será injetada uma solução de cimento e barro pesado, que acabará com o vazamento definitivamente.

 

Espera-se que o poço auxiliar esteja pronto em 27 de julho, alguns dias antes do calculado inicialmente.

 

Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), o derrame verteu entre 2,3 e 4,5 milhões de barris de petróleo no Atlântico Norte.

 

Fonte Portal Terra 

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