Ficou refém por três anos

Piratas somalis libertam jornalista

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Vídeos divulgados pelos criminosos mostravam o jornalista Michael Scott Moore pedindo resgate em condições precárias. Foto: Reprodução
 

O jornalista alemão (que possui cidadania americana) Michael Scott Moore, 45, foi solto nesta terça-feira (23/9) depois de ser capturado e feito refém por quase três anos por piratas da Somália. Ele está em estado de saúde estável e foi libertado em troca de uma quantidade de dinheiro ainda desconhecida. A informação é do The Telegraph.

Michael Scott Moore é conhecido no mundo do surf como autor do livro “Sweetness and Blood”, de 2011, que trata da expansão da cultura do surf do Hawaii e Califórnia para o resto do mundo. O jornalista foi à Somália para coletar dados para escrever um livro sobre piratas, quando, em 21 de janeiro, foi capturado por um grupo de 15 criminosos armados. Ao todo, 977 dias se passaram até que ele fosse liberado.

O ministro de Relações Exteriores da Alemanha relatou que “um cidadão alemão, que também possui nacionalidade americana e estava preso por piratas da Somália, foi libertado”, mas não mencionou o nome de Moore.

O coordenador regional anti-pirataria das Nações Unidas, Alan Cole, confirmou que o jornalista foi solto. Segundo Cole, há ainda 36 reféns na Somália.

Com dupla nacionalidade, Michael Scott Moore tinha vídeos seus divulgados durante sua captura pelos piratas, onde era obrigado a solicitar ajuda dos governos alemão e americano, requisitando uma quantia de milhões de dólares pelo resgate. Cercado por homens armados, o jornalista dizia que estava em condições precárias de saúde e alimentação.

A Marinha americana foi acionada logo depois do sequestro de Moore, mas o resgate não obteve sucesso. Os criminosos primeiro pediram US$ 8 milhões pelo homem, depois a quantia caiu para US$ 3 milhões.

O jornal alemão Der Spiegel (para o qual Moore trabalhava), também confirmou a libertação do jornalista. O editor-chefe Wolfgang Büchner afirmou que nunca havia perdido as esperanças. “O pesadelo finalmente acabou”.

 

Fonte The Telegraph

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