
Pra quem ainda não sabe, esta coluna é de humor, mas claro, baseada sempre em fatos bem irreais. Desde que o campeonato em Florianópolis acabou, eu tenho recebido dezenas de fotos mandadas por uma garota que se identificou como a “bombeira da ilha”.
Essa mina é fã incondicional de um surfista australiano, Mick Fanning, segundo lugar naquele campeonato. E podia ter sido primeiro, não fosse um pequeno problema que o rapaz está enfrentando.
Mas, como as fotos são comprometedoras, impublicáveis, e aqui no Waves, um site para a família, muita gente iria reprovar e o fórum ia ficar aquele monstrengo… Bem, falo das fotos daqui a pouco.
É do conhecimento de todos o incêndio involuntário provocado no quarto do hotel em Floripa, onde o australiano estava hospedado com os amigos. O que ninguém sabe é que o culpado não foi o Fanning, mas sim a tal “bombeira da ilha”.
Não que ela estivesse com o ídolo no quarto de hotel, aproveitando o escurinho do apagão… Nada disso, ela estava do lado de fora, querendo entrar, para tirar uma casquinha, ou algo mais, sonhava aquela fanática por Fanning, mas sem sucesso…

Amigos, ela é muito feia, pensando bem, pra ser horrível teria que melhorar muito. E o surfista australiano estava nervoso, dois dias sem luz, os amigos zoando, as pranchas tostadas num canto do quarto, e ele ainda tinha que aturar os gritos de uma louca querendo uma noite com seu ídolo, mas o problema maior não está aí.
Acontece que quando Fanning fica nervoso, ocorre algo sobrenatural e desde que ele fez um filme para um de seus patrocinadores, a vida desse pobre surfista não tem mais sossego. É a vida imitando a arte. Explico melhor…
Quando se sente acuado, ele inicia um processo de auto-combustão. Ele vira fogo, literalmente, assim como o incrível Hulk fica verde quando está em perigo ou o time do Santos nesse campeonato brasileiro, que só marca depois que apanha de três, quatro e vira o jogo… É o que rola com o surfista.

E assim foi naquela noite: a baranga gritava, o apagão não acendia, os amigos resmungavam… foi só ele olhar para a vela em cima da televisão para o fogo pegar geral. O jeito foi sair correndo.
Ele os amigos saíram do hotel correndo. A cena foi patética: o cara completamente nu, com um pinico cobrindo as partes íntimas. Era tudo que as fanetes queriam. A bombeirona aproveitou e tirou várias fotos. Atrevida, pulou pra cima do The Fire. Mas, rapidamente abaixou o fogo que a consumia, afinal, o próprio Fanning já tava fervendo. Logo chegaram os bombeiros e as fotos desta ardente sessão de autógrafos foram parar no meu e-mail.
Por causa dessa anormalidade, Fanning gasta muita energia nos campeonatos e acaba perdendo baterias decisivas. Mas, um de seus patrocinadores já

está tomando as devidas providências. Além de manager, ou menager, sei lá, foram contratados preparador físico, psicólogo, líder religioso, piro-técnico e um carregador de ducha portátil para qualquer princípio de incêndio.
Meio desesperado com o que acontece, Fanning encomendou folhas de arruda, pés de coelho, trevo de quatro folhas e a camisa do Vasco da Gama que, claro, vai dar muita sorte para ele.