Em pouco mais de duas semanas todas as lentes estarão voltadas para Snapper Rocks, Gold Coast, Austrália, onde acontece o Quiksilver Pro, etapa de abertura do Foster’s World Championship Tour (WCT).

 

E a estréia no clássico point-break deixa ligado o heptacampeão mundial Kelly Slater.
 
Ele completou 34 anos no último dia 11 de fevereiro e diz que seu resultado no evento pode influenciar a decisão de ir em busca do oitavo título mundial.

 

Ao lado de esportistas como Lance Armstrong e Valentino Rossi, Slater faz parte do seleto “Number 7 Group”, cujos integrantes possuem sete títulos mundiais.

 

Slater foi aos 20 anos de idade o mais jovem campeão mundial de surf. Ele é agora também o surfista mais velho a conquistar o título. O australiano Mark Occhilupo havia conquistado o título em 1999 também aos 33 anos de idade, porém quatro meses mais jovem que Slater.

 

“Se eu ganhar na Gold Coast acho que isso provavelmente me forçará a tentar conquistar mais um título. Neste momento ainda não tenho certeza do que farei. Não ganho lá desde 1998. Venci duas vezes, 1997 e 1998, então, por um momento foi um ótimo evento para mim”, diz Slater, direto da ilha de Oahu, North Shore do Hawaii, onde se prepara para o Tour.

 

Apesar de começar todos os anos como um dos favoritos ao título em Snapper Rocks, os últimos resultados de Slater têm sido decepcionantes, com eliminações pelos eventuais campeões nas quatro últimas edições da etapa.

 

“Tem sido frustrante. Perdi para os campeões em três das quatro últimas edições e no ano passado Chris Ward terminou em segundo depois de me eliminar”, admite.

 

“Sinto que estive um pouco ansioso todos aqueles anos. Se pudesse apenas me acalmar e surfar da maneira que o mar me permite, acho que conseguiria outra vitória lá. Isso seria definitivamente o pontapé inicial na briga por mais um título do circuito”, supõe.

 

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Slater apareceu para o cenário mundial no início dos anos 90 e dominou. Foi campeão mundial em 1992, no Rio de Janeiro, para depois vencer de 1994 a 1998.

 

Em 2002, voltou às competições e deu de cara com um line-up repleto de novas promessas do surf mundial, como os australianos Mick Fanning, Joel Parkinson e Dean Morrison.

 

Os três últimos campeões são locais do pico e conquistaram de forma emocionante o Quiksilver Pro. Slater sabe que eles serão fortes adversários na abertura da temporada 2006.

 

“As ondas da Gold Coast são traiçoeiras. Quero dizer, a onda é perfeita, então não é difícil surfá-la. Mas é muito difícil prever o que ela vai proporcionar ou ter a certeza de estar na onda certa. O segredo é conhecer o line up e saber o que acontece à onda quando você dropa. Acho que é exatamente esse o motivo das vitórias de Mick, Dean e Parko. Eles conhecem aquela onda como a palma da mão”, avalia Slater. 

 

“Isso tem se provado cada vez mais importante na Gold Coast do que em qualquer outro lugar, mais que em Pipeline ou Tahiti, ondas em que você consideraria os locais uma ameaça mais séria. Acho que como eles viajam pelo Tour conosco, nós não os consideramos ‘locais’. Mas é importante lembrar que eles conhecem bem o pico e nós vimos suas performances dos anos anteriores”, diz o heptacampeão.

 

Os irmãos norte-americanos C.J. e Damien Hobgood, além do tricampeão mundial Andy Irons, do Hawaii, também estão entre os favoritos e devem dificultar o caminho de Slater nesta nova investida.

 

A estréia de novos talentos do Brasil, como Adriano Mineirinho e Pedro Henrique, também renova a perspectiva de uma temporada acirrada pelo título mundial.

 

O vencedor da etapa de abertura leva U$ 30 mil e 1.200 pontos no ranking da importante corrida pelo título mundial.

 

 

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