Leonardo Neves faz bela campanha no Quiksilver Pro, mas fica na terceira fase barrado por Joel Parkinson. Foto: ASP / Covered Images.

O octacampeão mundial Kelly Slater, defensor do título do Quiksilver Pro, deixou sua primeira marca na etapa de abertura do circuito mundial.

 

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Na revanche que travou com o jovem convidado Julian Wilson na terceira rodada, Slater devolveu com juros a derrota que sofreu para o aussie na primeira fase.

 

Além de registrar a primeira nota 10 da prova, ele deixou Wilson em combinação.

 

No melhor dia da competição até agora, as ondas em Snapper Rocks chegam a 1,5 metros com excelente formação graças ao vento terral.

 

O norte-americano impôs um forte ritmo logo no começo da bateria com um 8,5. E antes mesmo de Wilson somar 10 pontos, Slater registrou o primeiro 10 do evento com um ataque impecável que incluiu rasgadas, batidas, floater e até um aéreo 360 invertido.

 

Pouco depois ele ainda obteve um 9.83, registrando 19.83 pontos de 20 possíveis, maior soma do Quiksilver Pro até o momento. Wilson somou notas 5.5 e 7, totalizando 12.50 pontos.

 

Na primeira bateria da rodada, o carioca Leonardo Neves mostrou que possui credenciais de sobra para fazer estrago em sua estréia no circuito. Em um duelo de gigantes, ele só não barrou o local Joel Parkinson porque os juizes não deixaram.

 

Com manobras explosivas e ousadas, o brasileiro buscou surfar dentro do atual critério de julgamento, mas suas notas não corresponderam ao surf apresentado. Por outro lado, Parko não precisou de tanto esforço para pontuar alto.

 

Depois de alternarem a liderança algumas vezes, já no fim da bateria o australiano aplicou uma bela combinação de manobras e foi premiado com uma nota 9.77 que o colocou novamente em primeiro.

 

Logo depois, Neves andou por dentro de um difícil tubo na primeira seção e não economizou rasgadas e batidas até a finalização. A sensação era que o brasileiro havia voltado para o primeiro lugar, mas os juizes deram apenas 8.17 pontos.

 

Em entrevista ao site oficial do evento, Parkinson confessou ter ficado surpreso com a nota que recebeu naquela onda e elogiou bastante o surf de Leonardo Neves ? que teria vencido boa parte das baterias com o somatório que obteve.

 

?Eu me desequilibrei na cavada naquela onda e quando vi a parede armada, apenas continuei surfando. Não esperava uma nota tão alta. O Leonardo é um excelente competidor e fará estragos no Tour. Tive sorte de escapar dele agora?, comentou Parko.

 

O paulista Adriano de Souza também fez um belo trabalho em Snapper, mas encontrou um inspirado Greg Emslie pela frente na sétima bateria.

 

Com manobras precisas e cheias de estilo, o sul-africano abriu a disputa com um 9.2 e praticamente anulou Mineirinho no resto da bateria. O brasileiro tentou colocar pressão, mas escorregou em duas ondas decisivas e acabou eliminado pelo placar de 17.57 x 15.64.

 

Adriano e Leo encerraram a participação no Quiksilver Pro na 17ª posição, com direito a receber US$ 4,8 mil em prêmios e 410 pontos. No ano passado Mineirinho ficou na terceira colocação na etapa.

 

O último brazuca a tentar a classificação nas oitavas-de-final é o carioca Raoni Monteiro, que pega o aussie Phillip MacDonald na 16ª e última bateria da terceira rodada.

 

A competição tem prazo até o próximo dia 11 de março para ser concluída e distribui US$ 300 mil em prêmios.

 

Para obter mais informações acesse aspworldtour.com ou quiksilverpro.com .

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