
No decisivo dia da etapa de abertura do Freesurf Pro, válido pelo Circuito Paulista de Surf Profissional, encerrado neste domingo na praia de Itamambuca, Ubatuba, o carioca Simão Romão encontrou as ondas para faturar o título.
O evento reuniu 128 competidores de sete estados e foram distribuídos R$ 15 mil de premiação. Depois de dois dias com ótimas ondas de até 1 metro, no domingo a condição do mar atrapalhou bastante a performance dos atletas.
Simão Romão encarou uma maratona de baterias desde a primeira fase. Aos 18 anos, ele se profissionalizou no ano passado e já está na elite do surf profissional brasileiro.

“Eu já competi aqui, mas nunca tinha me dado bem. E desta vez eu vim decidido. É a minha primeira final como profissional e com o primeiro lugar. Estou amarradão e agora vou para o Super Surf mais empolgado”, comemorou o carioca do Arpoador depois de embolsar R$ 4 mil.
Escolhendo o canto direito da praia, Simão conseguiu superar o local Renato Galvão, quando faltavam cinco minutos para o término da bateria. Com uma onda de 4,83 pontos, ele assumiu a liderança, deixando Renato precisando de 4,46, que ficou no canto esquerdo do palanque com os outros finalistas.
Mesmo pegando mais uma onda, o ubatubense não reverteu o resultado e assumiu a segunda colocação. No entanto, a liderança do ranking paulista ficou com ele, que está em busca do bicampeonato.

Galvão começou bem a final com uma onda de 7 pontos, mas não manteve a liderança. “Marquei 7 na primeira onda, mas faltou uma segunda. O mar mudou muito e não consegui me achar”, disse Galvão.
No entanto, o resultado foi comemorado pelo atleta de 22 anos. “Foi aqui, em 2002, que consegui me destacar e entrar para o Super Surf, além de ter sido campeão paulista. É muito importanteer mais um resultado expressivo em casa”, garante.
Outro local de Ubatuba ficou com a terceira colocação. Alexandre Moliterno, 30 anos, levou a torcida ao delírio a cada manobra. Depois de uma excelente atuação na semi, Moliterno não repetiu o resultado na final.

“Estou muito feliz com o resultado, ainda mais obtido em casa”, disse. Além de competir nos campeonatos, Moliterno é shaper.
O carioca Alexandre Almeida, o Dadazinho, foi o quarto colocado. Atleta do bairro Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, dedicou a atuação à mãe, falecida recentemente, aos patrocinadores e à filha, sua fonte de inspiração.
A maior nota e média deste domingo ficou por conta do paulista Beto Fernandes. Atleta de Praia Grande, ele fez uma atuação digna de circuito mundial, marcando 9,56 pontos e, em seguida, uma onda 7,50 para somar a melhor média do campeonato, 17,06 dos 20 possíveis.
Para Gláuber Pacheco, diretor presidente da FreeSurf Internacional, o evento amadurece a cada ano. “O circuito paulista foi resgatado no ano passado e este ano está começando a crescer. Nossa intenção é criar uma tradição dentro do estado de São Paulo”, promete.
A próxima etapa está marcada para os dias 17 e 19 de setembro, na praia do Tombo, Guarujá. A relação de baterias, notas e ranking completo estão disponíveis no site da Federação Paulista de Surf, fpsurf.com.br .
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O Circuito Paulista de Surf Profissional tem a apresentação da SurfLine. Patrocínio: Eberle, Drop Shoes, THT e Auckland Surfboards. Apoio: Ilha do Surf, Mar Aberto, Bully?s e BrasPress. Cobertura: Fluir e Waves. A primeira etapa teve a cColaboração da Prefeitura de Ubatuba, Governo do Estado de São Paulo, Secretaria Estadual da Juventude, Esporte e Lazer e Associação de Surf de Ubatuba. Supervisão: Associação Brasileira de Surf Profissional (Abrasp), Associação Ubatuba de Surf. Realização: Federação Paulista de Surf.