Em entrevista ao Waves.Terra, o carioca Simão Romão esclarece a polêmica bateria na primeira fase do Hang Loose Santa Catarina Pro 2007.
Na ocasião, Simão foi derrotado nos instantes finais ao cometer interferência no norte-americano Taylor Knox. Irritado, Knox ironizou o brasileiro ao sair da água.
“Ele (Simão) havia acabado de pegar uma onda, estava voltando ao outside e começou a remar forte em minha frente. Apenas deixei o cara pegar a onda no inside e dropei reto. Ele queria a mesma a onda que eu, mas não é assim que as coisas funcionam. Bem vindo ao nosso mundo, isto aqui não é o WQS?, disse Taylor ao Waves.Terra.
Simão explicou o motivo da interferência e contou que não rolou nenhuma discussão com Knox na água. “Achei que o cara ia virar, pois ali era o Taylor Knox, atleta experiente do WCT. Achei que a onda ia quebrar para a esquerda e resolvi remar. Não ia deixar o cara pegar a onda e virar a bateria. Infelizmente a onda formou para a direita e fiz interferência. Quando saí da bateria todo mundo falou que dei mole e que a onda não ia ser tão boa assim”, explica.
“Ele começou a remar, puxou a minha prancha e o cotovelo dele acertou o meu nariz. Fiquei meio tonto e, ao voltar ao outside, falei que ele havia acertado o meu rosto e o Knox pediu desculpas numa boa, disse que foi sem querer. Como ele pediu desculpas eu relevei, deixei pra lá”, continua Simão.
Ao observar a cena, o havaiano Fred Patacchia veio remando em direção ao brasileiro. “Ele achou que eu estava procurando confusão, mas estava de longe e nem viu o que aconteceu direito. Aí, disse que eu estava impregnando e falei para ele não falar comigo, pois o problema não era dele”, continua Simão.
Em relação ao comentário de Knox, Simão diz que realmente isto aqui não é um WQS, e acrescenta: “Pô, os caras ficam o ano inteiro impregnando a gente quando resolvem correr as etapas do WQS. Chega aqui no WCT, no meu país, você acha que vou dar mole a ele?”, finaliza o carioca.