
No início do mês de abril o “Airman” Marcos Sifu se juntou aos surfistas Danylo Grillo e Sergio Laus rumo ao Amazonas para conhecer e surfar o fenômeno da Pororoca.
A barca foi organizada pelos produtores do filme Surf Adventures II rendeu altas ondas e muitas histórias.
Sifu é atualmente um dos principais surfistas do Brasil especializado em aéreos, além de surfar a onda mais longa do mundo, aproveitou para retratar o momento de uma maneira diferente e bem artística com sua Lomo câmera.

“Surfar a pororoca foi uma das aventuras mais loucas que eu já participei. É uma onda incrível, muito boa pra treinar rasgadas cutbacks, reverses e outros truques. Mandar aéreo é um pouco complicado, a onda não oferece lip suficiente, é mais cheia, dá pra mandar uns pulinhos nos ‘bumps’ feito pelos barcos que ficam acompanhando a onda”, avaliou Sifu.
“O rio é sinistro. Dizem que tem jacaré, piranha, tubarão, sucuri e até um peixinho
chamado Candiru. S você urinar na água ele pode entrar pela sua uretra só sai com cirurgia. Todos tinham de sunga por baixo da bermuda pra evitar o tal peixinho”, contou.
Para o carioca, Grillo foi o grande destaque nas ondas da pororoca. “Todos surfaram muito bem a onda, mas o Danylo Grillo literalmente destruiu”, enfatizou. Parecia estar com a prancha no pé, em alguns momentos ficava parado descansando as pernas e logo depois vinha desenhando as ondas com manobras bem encaixadas. Foi um dos que ficaram mais tempo nas ondas, uns vinte minutos. O Serginho Laus mostrou muito conhecimento na onda, perfeito entrosamento e ensinou a todos como respeitar o fenômeno”, disse Marcos Sifu.
A prancha usada pelo surfista foi uma DNS fish 5’6, do shaper e fotógrafo Daniel Smorigo. “A prancha funcionou muito bem, simplismente mágica. O Grillo também estava usando modelo fish 5’6″ do shaper Xanadu, e pelo que ele estava fazendo nas ondas ela também era mágica”.
Mas o que chamou a atenção foi o novo hobby do atleta, que agora ataca de fotógrafo. Mas não com um modelo de câmera tradicional, das mais modernas, e sim com uma Lomo Câmera russa e bastante antiga.
“Estou fotografando por diversão, buscando o lado artístico da nossa realidade. Faz uns 10 meses que comecei a fotografar com as Lomo Camera, virou um vício”, contou.
“Minha câmera é uma LCA Russa que já saiu de fabricação há dez anos. Um amigo me apresentou ao mundo das Lomos e suas regras, desde então virei um colecionador desse tipo de equipamento”, conclui Sifu.
De volta ao Rio de Janeiro, Marcos Sifu se prepara para embarcar para Califórnia, onde participa do VQS, evento realizado pelo seu patrocinador em Newport Beach.
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