
Oi, pessoal!
Eu já tinha passado o Natal e o Ano Novo pela primeira vez longe da minha
família. Não acreditei quando meu técnico Tusca falou que a primeira etapa do circuito Petrobras seria bem na data do meu aniversário.
Mas, tudo bem, fui conhecer Ubatuba e comemorar meus 14 anos longe de todos.
Duro foi encarar uma maratona para chegar em Itamambuca.
Foi assim: na quarta-feira à noite peguei sozinha um ônibus de Matinhos até Curitiba (dá
umas duas horas).
Aí, peguei outro de Curitiba para Santos. Cheguei na manhã
de quinta e tive que pegar mais um até Caraguatatuba. Demorou umas quatro horas e
ainda tinha outro para encarar.
Cheguei em Ubatuba e peguei um táxi até Itamambuca. Acho que no total a viagem durou 16 horas.
Foi bom ter chego antes. Não conhecia a praia e nem as ondas. O Tusca havia me falado de toda a história de Ubatuba e achei bem legal competir numa praia onde rolaram os primeiros campeonatos de surfe no Brasil.
No sábado, competi na Open e venci três baterias. Mas, durante todo o dia o
que ganhei foi ovo e farinha na cabeça. As meninas não perdoaram o meu aniversário. A Claudinha foi a que mais me apavorou!
No final do dia, cheguei feliz na pousada por ter competido bem, ainda mais numa categoria que não é a minha.
Foi aí que tive a maior surpresa. Minha mãe e o Tusca não deixaram o meu aniversário sem festa. Eles conseguiram que a pousada fizesse um bolo e prepararam uma surpresa. Na hora do jantar, chegaram com o bolo e todos cantaram parabéns.
Fiquei toda sem jeito, mas muito feliz. No domingo comecei o dia triste. Não dava para ouvir a locução e não achei uma segunda onda boa e perdi na semifinal da Mirim.
Fui para a semi da Open e venci. Na final, venci também e nem acreditei que
ganhei uma categoria que é aberta para surfistas de todas as idades.
Domingo à noite fui para São Paulo e, na segunda, visitei meus patrocinadores, Lui Lui e Billabong, para assaltar o estoque de mercadorias deles.
beijos