Gary Linden

Sessentão em Jaws

640x380

Aos 65 anos, Gary Linden bota pra baixo nas ondas de Jaws, Hawaii. Foto: Fred Pompermayer
 

Depois da atitude insana de Ricardo Bocão, outro sexagenário mostra sua coragem nas temidas ondas de Jaws, no Hawaii.

Aos 65 anos, o lendário californiano Gary Linden – shaper, big rider e criador do Big Wave World Tour – não hesitou em botar pra baixo no último swell.

“Eu falei com Greg Long antes e ele disse para eu não fazer isso. Ele achava que eu não deveria e que surfar lá exigia toda a habilidade física dele em cada drop. Isso ficou na minha mente, mas eu já tinha surfado em todos os outros picos de ondas grandes, em todas as etapas do Tour. Estava na minha lista pegar uma em Jaws”, conta Linden.

O legend havia se recuperado de uma artrite no quadril e alguns problemas cardíacos. Perguntado pelo australiano Ben Wilkinson se queria pegar uma bomba, Linden alegou que não tinha uma prancha, mas isso não foi problema. Wilkinson emprestou sua gunzeira e lá se foi o surfista de 65 anos para o outside.

“Foi muito gratificante ver a emoção e alegria de todas as pessoas lá fora que me viram dropar. Eu tenho 65 e eu posso ser um dos caras mais antigos a remar lá fora. Se você está tentando liderar um Tour ou dirigir um evento, é bom para o povo saber que você pode realmente fazê-lo. Havia tanto amor de todos que eu era realmente capaz de fazer isso, eu acho que isso incentivou a galera a saber que, quando você chegar a 65, a vida não acabou”, diz Gary Linden.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)