Semana de kitesurf no Hawaii

Muita ação e contraste foi o que rolou na última semana no North Shore de Oahu.

 

Os eventos foram cancelados e enquanto 90% dos atletas foi às compras na cidade ou foi malhar em academias devido a presença do vento de 30 nós e um swell de 10 pés, uma restrita galera ocupou o outside de Sunset com seus kites.

 

Não tinha outro jeito, um vendaval lateral, vindo de nordeste, deixou o outside vazio até os primeiros kitesurfistas entrarem em ação e eu correr atrás do salva-vidas brasileiro residente em Oahu, Vitor Marçal, a procura de um kite emprestado, afinal deixei os meus na loja do meu patrocinador Gzero para trocar pelos novos

modelos que saem fresquinhos a cada nova temporada.

 

Ao chegar na praia munido dos equipamentos, cruzei meu companheiro Bernardo Pigmeu sedento para aprender tudo sobre kite. Ele me ajudou a montar o equipamento em Backyards, de onde os atletas estavam decolando suas pipas em direção ao outside de Sunset e também de Phantoms.

 

As condições não estavam fáceis e a modalide kitesurf não tem esse nome à toa. Todos os atletas estavam usando pranchas normais de surf e arrepiando nas ondas.

 

Com o impulso do vento as manobras ficam com muito mais potência e velocidade, o único problema ainda não resolvido é ainda o tubo. Fica muito difícil entubar sem saber para onde seu kite está apontando…

 

Outra diferença básica é que no kite você fica 100% do tempo deslizando com sua prancha, não há tempo para um descanso no outside depois de ter surfado algumas ondas.

 

Pauleira o tempo todo e além do cansaço mental, temos que ficar espertos na pipa a cada segundo, pois basta um descuido e você se choca fortemente na água, que nessas horas fica bem dura.

 

Somente seis kites dividiam o line-up entre 11 e 15 hs da última segunda-feira, todos profissionais. Três eram da equipe Gastra e três da North. Conhecidência ou não, parecia um jogo de futebol.

 

Os três da Gastra com pipas cinza e azul e os da North com cinza e vermelho. Eu estava mais para o árbitro do jogo com minha pipa laranja. Os Gastras tinham seis metros e os North dez.

 

Eu usei um North 8 e fiquei bem overcontrol, como os kitesurfistas determinam quando a Pipa é grande para as condições, pois quanto mais forte o vento, menor o kite e vice-versa.

 

Aloha!

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.