O big rider havaiano Ian Walsh já encarou situações em que chegou perto dos limites da morte. Em algumas delas, o culpado foi o sistema de zíper de seu colete de proteção.
Devido à potência do caldo e a força do impacto, ele falhou e deixou o surfista de Maui indefeso na luta pela vida contra as ondas gigantes.
“Bati na água tão forte que o colete quebrou. O ziper foi aberto e o colete funcionou como um paráquedas. Fui arrastado de costas no mar a uma velocidade de mais ou menos 60 km/h”.
Depois do susto, Ian Walsh buscou uma solução definitiva para este e outros perrengues que passou com os modernos equipamentos para ondas grandes.
Walsh recebeu auxílio da empresa norte-americana Tecniq, localizada em San Diego, Califórnia, que concordou em trabalhar com o atleta em parceria com a Red Bull.
“Ian nos apresentou um grande desafio. Ele queria um colete personalizado, com melhora no sistema de zíper, além da redução de volume sem perder flutuabilidade”, conta Rob Falken, diretor da empresa.
O primeiro desafio foi a invenção do novo sistema de zíper. Ele acabou encurtado na metade inferior da frente do colete salva-vidas. A principal vantagem é que agora ele permanece seguro e não abre.
Outro ganho foi a colocação de espuma na parte superior do tórax, o que facilita a flutuabilidade e aumenta a probabilidade de ficar de barriga para cima no mar.
A segunda descoberta foi a utilização de um neoprene personalizado, considerado o mais leve e dinâmico criado pela empresa até hoje.
A Tecniq já pediu a patente do produto, que está em fase de teste e não se encontra disponível para venda ao consumidor.