Em 2010 Sebastian Rojas completa 50 anos de idade – metade deles dedicados à produção do material fotográfico que ilustra as páginas da FLUIR praticamente desde o seu início. E continua com a energia de um garoto. Nesses 25 anos de profissão, “Sebá” já emplacou cerca de 60 capas e um número incalculável de fotos na FLUIR, além de fotos publicadas em diversas revistas especializadas pelo mundo. Viveu momentos de glória e episódios que quase tiraram sua vida. Sua trajetória se confunde com a da própria FLUIR.
A relação com o surf começou aos 14 anos de idade, quando começou a pegar ondas nas praias de Santos, sua cidade natal. Na época, quando estava na água com amigos, Sebá já pensava em “congelar” as manobras que faziam em cima da prancha ou visuais em lugares como a Porta do Sol, em São Vicente, ou a Praia Branca de Bertioga.
A princípio era apenas um exercício mental, e ele imaginava se um dia seria possível fazer uma foto daqueles momentos. A idéia nunca morreu. Ele chegou a tentar investir nas artes, mas não levava jeito para a pintura. “Em meados dos anos 80 eu já havia desistido das aulas de arte e pintura por conta da minha falta de talento e capacidade intuitiva na mistura das cores e manuseio dos pincéis… Eu queria pintar uma foto publicada na revista Brasil Surf na época e simplesmente não conseguia colocar as nuances das cores refletidas no mar em um final de tarde. Traduzir isso em óleo sobre tela tornou-se uma obsessão, uma missão nunca concluída. Frustrado, passei a me interessar por fotografia. Tanto a arte como a adrenalina corriam em minhas veias, não tinha como fugir disso. Estava traçando meu caminho e mal me dava conta disso”, recorda.
Depois de montar uma loja de fotografia no Guarujá (SP), onde vive até hoje, ele teve acesso a sua primeira câmera aquática. Na época Sebá já era fotógrafo de eventos sociais como casamentos, aniversários, formaturas, etc. Mas o amor pela água salgada falou mais alto e lá foi ele para o lineup – que passaria a ser seu escritório nas quase três décadas seguintes. Fazer fotos de surf passou a ser seu hobby preferido, até que certo dia, na praia do Tombo, Bruno Alves, um dos fundadores e então editor de fotografia da FLUIR, viu Sebá clicando dentro d’água e o convidou para visitar a redação da revista, que estava em seus primeiros anos de existência e precisava de colaboradores.
Pintura ou fotografia
Na hora Sebá não deu muita bola, mas um de seus amigos, o surfista Elton Preiss, ficou botando pilha – principalmente porque seu interesse era sair nas páginas da revista. A insistência foi tanta que Sebá decidiu subir a serra para conhecer a sede da FLUIR. O papo rendeu e ele saiu de lá com alguns rolos de filmes para fotografar a galera no Guarujá. Após sua primeira missão de trabalho, o resultado agradou e começava ali uma sólida parceria. Três anos depois Sebá partia para sua primeira cobertura internacional, no Hawaii, onde deu início ao seu maior aprendizado como fotógrafo:
“Aprendi a fotografar no Brasil, mas a maior experiência que ganhei foi no Hawaii. Além do palco ser naturalmente propício, lá conheci fotógrafos de peso que me ensinaram muito, como Alberto Sodré, Aaron Chang, Don King, Chris Van Lennep. Eu observava como eles se posicionavam, quais equipamentos usavam e tentava fazer igual. Foi literalmente tomando na cabeça que aprendi a sair de sufocos, a ter fôlego e um bom preparo físico. No início eu gritava de tanta emoção ao ver um tubo perfeito em Pipeline quando estava dentro d’água, mas via que os outros fotógrafos estavam sérios e focados. Percebi que aquela emoção me tirava a concentração e tive que aprender a me conter para focar tecnicamente no que eu estava fazendo. Foi outra grande lição.”
Humilde, ele diz não se considerar um dos melhores do mundo: “Poucas fotos posso dizer que são nota 10. E as que atingiram esse nível foram feitas dentro d’água”. Clicar o surfista ou a onda a poucos metros da ação é indiscutivelmente sua maior paixão: “Gosto mais da foto aquática pelo nível de dificuldade. Também consigo ângulos bem diferentes. Sobretudo adoro estar nadando ao lado dos surfistas.”
Suas fotos já foram publicadas em revistas como Transworld Surf, Surfing, The Surfers Journal, Tracks, Water e também no portal Surfline. Porém, é na FLUIR que ele considera ter atingido o sucesso como profissional. “Dá um orgulho imenso estar há 25 anos na revista de surf de maior reconhecimento no Brasil e na América Latina. É praticamente minha história de vida, onde passei meus melhores momentos. A equipe da revista é como uma família. Também foi nela que aprendi a ser um pouco jornalista, um pouco editor e perceber que a concorrência é necessária e saudável. Esses 25 anos representam uma história que sempre sonhei, mesmo no meu inconsciente. Tive a liberdade de estar em campo, em contato com a natureza e acima de tudo me divertir”, conta.
Há 25 anos entre o time de colaboradores da Fluir, Sebastian Rojas pertence ao time dos grandes nomes da fotografia aquatica do surfe mundial. Começou em 1984 com uma camera aquática em 1984 no Guarujá, onde vive até hoje. Estudei fotografia, fiz alguns cursos especializados, mas aprendi a dominar as técnicas de fotografar surf na prática ao longo dos anos e das muitas viagens pelo planeta.
Formado em administração de empresas.
Bate-bola:
Foto preferida: Curto muito uma tirada em Padang Padang do Rizal Tanjung na visão de dentro pra fora do tubo.
Trips: Tahiti e Hawaii, onde presenciei várias temporadas com ondas perfeitas.
Fotos fora do surf: Trabalhei com os segmentos da fotografia social e de nautica.
Países visitados: México, Austrália, Moçambique, Ilha de Pascoa, Tahiti, Hawaii, Indonésia, Costa Rica etc.
Onda: Pipeline
Paraíso: Tahiti
Manobra: Tubo
Atleta: Adriano “Minerinho” de Souza
Fotografia: Digital…Chegamos à era da qualidade total, como se fosse filme.
Câmera: Canon EOS 1D Mark 4, um sonho real na minha mão !!
Fluir: A Top do Brasil.

















