Por trás das notas

Saquarema pode decidir a temporada

Na semana que vem o circo mundial do surfe chega ao Brasil e mais uma vez podemos ter um campeão em águas brasileiras. 

 

O havaiano Andy Irons, líder do circuito, pode com uma vitória e uma combinação de resultados abrir vantagem suficiente em relação ao Luke Egan e não ser ultrapassado nas últimas etapas do Hawaii, onde ele é um dos favoritos.

 

A praia de Itaúna foi escolhida para ser o palco de mais uma etapa decisiva no Brasil. Nada mais justo, pois o “Maracanã do Surfe” tem potencial para oferecer aos surfistas um alto nível de performance.

 

Espero que um grande swell de sul chegue e que vire para leste para manter ondas durante todo o evento. Temos que levar em consideração que não estamos na melhor época do ano.

 

Aliás, nas últimas semanas tivemos um flat atípico para outubro. Tomara que já tenhamos gasto todas as merrecas e que altas ondas venham abençoar nossa etapa do WCT, já que a janela de espera é pequena.

 

Depois de um começo fraco, os brasileiros começaram a reagir no circuito mundial, principalmente Neco Padaratz, nosso homem imprevisível que conseguiu mais uma façanha: em menos de duas semanas saltou das últimas posições para o 18 lugar, com uma vitória e um segundo lugar, praticamente garantindo sua reclassificação para o ano que vem.

 

O irmão dele, Teco, já está entre os 28 que se classificam e Fabinho Gouveia está só 50 pontos atrás. Guilherme Herdy, que já conseguiu um pódio na Califórnia, e Renan Rocha, que faz um ano regular, podem subir várias posições com um bom resultado, pois estão a 400 pontos da classificação.

 

Com o dólar do jeito que está, é de se louvar o esforço dos organizadores e dos patrocinadores para este que será o campeonato de maior premiação em real de toda a história brasileira (US$ 250 mil), na melhor onda brasileira e com os melhores surfistas do mundo. Vale a pena conferir.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.