São Conrado pede socorro

A união entre cidadãos e poder público é uma ferramenta fundamental para que sejam obtidas as melhorias necessárias, bem como para que a sociedade se proteja da ação predatória e, algumas vezes, ate irresponsável das autoridades.

 

E é exatamente isso que tem acontecido na luta dos surfistas pela preservação do canto esquerdo de São Conrado, uma das melhores ondas do Rio de Janeiro.

 

No início de 2005, Fernando Gaspar realizou um protesto no local em repúdio à obra realizada pela Serla, leia-se governo estadual, que passou a despejar esgoto in natura dentro d?água,

comprometendo seriamente a balneabilidade do local.

 

O manifesto despertou a atenção do deputado ambientalista Carlos Minc, que passou a apoiar e orientar sobre qual seria a melhor estratégia de atuação frente ao projeto.

 

Como a obra já estava em estado avançado, optou-se por deixar a obra ser concluída e a partir daí monitorar as suas conseqüências.

 

Passados alguns meses da inauguração as conseqüências já eram sentidas pelos surfistas: as águas no local tornaram-se altamente poluídas, faça chuva ou faça sol.

 

Recentemente Minc procurou Gaspar e informou que havia obtido verba para fazer a analise da água no local. O resultado dessa análise será fundamental para que se possa tomar ações cabíveis contra a Serla, uma vez que é necessário provar que a obra causou danos ambientais ao local.

 

Minc pediu que Gaspar acompanhasse assessores seus a São Conrado e os orientasse sobre os melhores pontos de coleta de água para a análise.

 

Durante a visita, descobriu-se que a estação de tratamento de esgoto de São Conrado simplesmente não está funcionando e que o esgoto está sendo lançado sem nenhuma forma de tratamento a apenas alguns metros dos surfistas.

 

Um encarregado da estação de tratamento explicou a Gaspar que houve uma falha no projeto da Serla, que não construiu uma caixa de areia para filtrar areia e detritos sólidos na entrada da estação. A conseqüência disso é que toda vez que as bombas da estação de tratamento são acionadas, elas entopem e enguiçam.

 

Ou seja, ao que tudo indica a tal obra de tratamento de esgoto de São Conrado não passa de um grande engodo e os surfistas terão que conviver com o esgoto por muito tempo.

 

Ao tomar conhecimento da informação, Minc acionou a imprensa e denunciou o fato em matéria publicada no O Globo na edição de 15 de dezembro.

 

Diante dessa aterradora descoberta, a melhor estratégia, segundo o deputado verde, é esperar a Serla consertar as bombas e assim que estiverem prontas fazer a coleta de água, uma vez que a verba para fazer a analise da água já está garantida.

 

A Serla prometeu consertar as bombas da estação de tratamento de esgoto de São Conrado em um mês. Gaspar e Minc estarão acompanhando e assim que a estação for reativada as análises da água serão feitas nos locais determinados.

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