
O longboarder Gabriel Nascimento, 14, aproveita sua primeira temporada havaiana.
Carioca morador do Leblon, ele começou a surfar aos 8 anos, mas parou temporariamente para se dedicar à natação no Clube de Regatas Flamengo e também às quadras de tênis.
Graças ao Natal de 2004, quando ganhou um pranchão de presente, ele voltou ao mar com força total.
?Passei um mês na Guarda do Embaú e voltei para o Rio fissurado. Desde então, comecei a competir em provas locais e cheguei entre os finalistas?, comenta.

Gabriel conta com a força do pai, que sempre o leva para as trips, mas também possui alguns apoiadores como X-Cel Wetsuits, Longboards by Pastor, Superglass e blocos Teccel.
Nesta entrevista ele relata ao fotógrafo Bruno Lemos, correspondente do Waves.Terra, a sensação da estréia nas ondas havaianas.
Por que você tão jovem optou pelo longboard, ao invés da pranchinha como acontece com a maioria dos garotos da sua idade?
No longboard encontrei uma forma de diversão na água sem a tensão e disputa das pranchinhas. Apesar da pouca idade sou alto e isso dificultava o uso da prancha normal nas ondas do Rio de Janeiro. Comecei a competir e conquistei bons resultados. Aí, notei que poderia levar o esporte a sério e competir profissionalmente.
O que está achando da experiência de surfar no Hawaii e como foi vir para cá?
É o sonho de todo surfista e o meu não é poderia ser diferente. No início do ano meu pai comentou que se passasse direto nos estudos ele realizaria este sonho. Estudei muito desde o início do ano e o resultado não poderia ser diferente. Com o apoio da minha mãe o caminho ficou aberto. Era só entrar no avião e aproveitar.
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A trip está me proporcionando ondas perfeitas e posso treinar muito minhas manobras e aprimorá-las. Também estou aprendendo muito com outros surfistas. Aqui é possível ver e apreciar os melhores do mundo.
Você surfou com algum atleta profissional por aqui?
No primeiro dia, ao chegar em Chuns Reef conheci Bonga Perkins. Depois conheci outro cara muito maneiro, o Bryan Surrat, que tomou conta de mim nas quedas e me apresentou aos locais.

Também conheci o Joel Tudor, melhor surfista de longboard da atualidade, bem como pessoas que fazem parte da história do esporte no Hawaii como Buffalo Keulanae e Bruce Desoto, ambos locais de Makaha.
Quais picos mais gostou de surfar no Hawai?
Aqui tem ondas para todo tipo de gosto. As praias que mais me encantei pela qualidade das ondas foram Chuns Reef, Laniakea, Sunset, Makaha e Silver Channel – pico em Makuleia perfeito com esquerdas e direitas. A única coisa ruim foi a visita de um tubarão.
E o mais perigoso?
Pipeline, Backdoor e Rocky Point são picos com bancadas rasas e perigosas que exigem mais experiência e confiança. Por isso preferi não entrar.
O que mais chamou sua atenção no Hawaii?
Foi a hospitalidade das pessoas, que te tratam muito bem. Também não dá para esquecer dos brasileiros e as mulheres bonitas.