#O campeonato foi realmente insano, porque aconteceu em condições críticas (séries de 12 pés mexidas), com vento e corrente fortes. Nem sei se poderia chamar aquilo de campeonato de longboard, pois foram raros os noseridings.
Todos os dias eu acordava às 6 horas e checava Haleiwa. E, todos os dias a organização adiava as baterias do longboard… enquanto isso as pranchinhas (Feminino e Pro) competiam em condições realmente boas.
Demoraram tanto, que quase não tiveram tempo para o Long, terminaram o Feminino… terminaram os Pros… e deixaram o Long para um swell de #15 pés que estava chegando. Um swell de 15 em Sunset é uma coisa, agora, em Haleiwa mais de 10 pés é f….. aquilo parece um rio com ondas.
Ao contrário do que ouvi por aí, Joel Tudor estava lá, firme e forte, competindo. E, por falar nisso, não o vi executar nenhum noseriding.
Graças ao meu patrocinador (Agtal – Castanhas e Amendoins), pude competir em mais esse evento histórico. Minha atuação foi discreta, fiquei em 25. Apostei que as minhas pranchas feitas para as #ondas do Brasil fossem funcionar… mas o bicho pegou.
Elas ficaram muito leves para as condições do campeonato e realmente não pude controlá-las.
Acabei quebrando a prancha e arrumei uma lesão nas costelas, o que fez encerrar minha temporada havaiana mais cedo.
Na minha opinião, Bonga Perkins não venceu o campeonato. Assisti inúmeras vezes a filmagem da final e foi clara a “garfada” que deram no sul-africano Jason .
Ele pegou as ondas mais limpas e as trabalhou bem. Bonga só teve uma onda realmente boa, o resto… foi bem regular.
Phill foi o melhor brasileiro com um 13o lugar. Olimpinho pegou bem, mas, caiu com Phill e Kanoa Dahlinn na primeira fase, os dois já tinham um bom conhecimento do pico e isto foi fundamental. Rico fez uma boa aparição. Mesmo não passando baterias, fez um surfe sólido nas duas ondas que desceu.
Se colocarem este evento no calendário do WLT… podem esperar muita emoção.
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