Roberta Milazzo venceu todos eventos que participou desde seu retorno. Foto: Julio Cavaleiro.

Roberta Milazzo foi um dos grandes retornos que o circuito Musas do bodyboard promoveu através da categoria Master.

 

Bodyboarder desde 1986, Roberta tem hoje 34 anos e está invicta em todas as competições que participou desde sua volta às competições.  
 

Como era a época em que você começou a competir?

Comecei a competir em 1987, quando o esporte estourou. Inicialmente participava de campeonatos menores (do colégio, na Urca, etc.) e em 1988 a Associação de Bodyboard do

Roberta Milazzo cava forte e prepara-se para próxima manobra. Foto: Julio Cavaleiro.

Estado do Rio de Janeiro (ABBERJ) criou a categoria Feminino B, equivalente a iniciante hoje.

 

Ganhei a primeira etapa e fui campeã do circuito naquele ano, surgiram os patrocínios e encarei o circuito brasileiro. Fui até o mundial que era realizado em Sandy Beach no Hawaii.

Foi uma época incrível, o esporte estava em franca ascensão, eram muitos campeonatos, ótima estrutura e patrocinadores de peso. Não só no Rio de Janeiro, mas em todo Brasil.

 

As competições eram destaque na mídia: Globo Esporte, Esporte Espetacular, isso sem falar que tínhamos até a Fluir bodyboard. Todo mundo tinha patrocínio, era muito bom!
 

Qual foi o sentimento ao participar da primeira etapa do Musas em 2006?

 

Fiquei muito feliz quando soube da iniciativa do evento e fui lá para dar uma conferida. Queria reencontrar as meninas que competiam comigo, ver como estavam as coisas no esporte e nem passou pela minha cabeça competir.

Quando cheguei na praia foi aquele alvoroço. Já tinham me colocado numa bateria e eu nem tinha prancha! Passei a primeira bateria e não acreditei, afinal, estava sem pegar onda de bodyboard há pelo menos dez anos. Nunca imaginei que fosse ganhar e muito menos que ficaria invicta nas três etapas.

E como vai ser a luta pelo bicampeonato?

Estou super animada. Na primeira etapa desse ano, doze atletas agitaram a categoria Master, que está crescendo, as meninas treinando mais e com certeza isto fará com que a disputa fique mais acirrada. 
 
Débora Sarmento quebrou sua invencibilidade na semifinal em Grumari. Isso te deu gás para a final?

 

Débora sempre foi uma ?rival? dentro dágua. Quando competíamos, sempre nos revezávamos no pódio, tinha muita gente que confundia uma com a outra. Aliás, até hoje confundem. Uma das duas, Neymara ou Soraia, me chamou de Débora no campeonato.

 

Débora sempre pegou muito e com certeza está se animando. Vai treinar mais e vai dar muito trabalho. Acho isso ótimo! Com certeza é grande motivação, tem que correr atrás e não pode dar bobeira.

 

Acho que foi justamente isto que aconteceu: Dominiquea, Débora e Duda são ótimas atletas e deram grande competitividade à final, aliás, não só na final. A bateria que a Débora ganhou, a Flávia Márcia chegou bem perto de mim.
 
E a pilha da categoria Pro?

 

Na verdade resolvi correr a Pro só para ver o que ia acontecer, na última etapa do Musas em 2006 a Akemi falou que eu tinha nível para competir com elas, que eu deveria tentar.

 

Dudu Moraes também falou isto para mim, então decidi competir. Tô pagando para ver. O bom é que não tem aquela pressão, a obrigação da época em que era Pro. Fiquei super feliz de passar uma bateria e vou continuar tentando.

 

Conseguiu algum apoio ou patrocínio?

 

Estou fechando um apoio com a Cinerama brasilis, produtora de comerciais que tem Mario Nakamura, bodyboarder e ex-dirigente do esporte à frente. Naka tem um projeto super interessante de ação social junto às meninas da Rocinha, um apoio para que elas participem de todo circuito Kpaloa Musas.

 

Além disto conto com apoio da Integral Saúde onde faço Pilates e acupuntura. Tenho ainda um programa de treinamento e prevenção de lesões voltado para o esporte. 
Estou aceitando propostas! O email para contato é [email protected]
 
Alguma mensagem para as Masters que ainda não decidiram voltar pra água?

 

Vivemos uma época fantástica do esporte, fomos referência para muitas meninas de todo mundo e acho que ainda somos. Temos nossas profissões, estudamos, algumas são mães e ainda assim continuamos a pegar onda, competir e nos divertir. Esse é o espírito da categoria Master.

 

Não só para atletas que já penduraram os pés-de-pato e hoje tem outra vida profissional. A Master é também para todas aquelas que pegam onda e, mesmo que não tenham competido anteriormente, tem vontade de fazer parte deste esporte tão lindo que é o bodyboard.

 

Animem-se mulherada! Espero ver a categoria com mais de 12 competidoras. Márcia Marinho, Simone Jordão, Milena Amaral, Janaína Rocha, Valéria Vivacqua, Cristine Trovão, Gica Vargas, Endyara Mendonça e Cleo Guimarães. Cadê vocês?

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