Desafio, ondas grandes, caldos sufocantes e bancadas rasas. Isto é o Hawaii.
Desembarquei em Oahu com minha esposa Alexandra no fim de dezembro e, sem perder tempo, fomos direto ao North Shore, onde ficamos hospedados na casa da bodyboarder profissional Cláudia Ferrari e Carlos Ozzy, policial e, claro, surfista de ondas grandes.
Logo na manhã seguinte, encontramos meu amigo e big rider Haroldo Ambrósio, que nos mostrou todos os picos e deu dicas de cada um deles.
Sempre viajei pelo mundo em busca de ondas grandes e tubulares com meu grande amigo Paulo “Alemão” . Fomos muitas vezes a Puerto Escondido e Indonésia, especialmente G-Land, com o objetivo de aprender a surfar esse tipo de onda, para um dia conhecer o Hawaii.
Sempre ouvia comentários de amigos e revistas sobre localismo, brigas, crowd, não conseguir surfar, etc…
Digo, hoje, que só existem duas verdades. A primeira delas é que Pipeline realmente é um sonho pra poucos. Qualquer dia, qualquer hora, não importa tamanho ou qualidade, sempre vai haver centenas de cabeças na água, disputando as ondas como se nunca mais houvesse outro dia igual àquele.
Mas é realmente fantástico e a melhor onda tubular do mundo, muito perigosa. Vale muito a pena se dedicar e esperar sua vez, pelo menos uma onda – muitas vezes não vai ser tão boa, mas vai ser a melhor da sua vida – ou ficar sentado na areia e ver tubos incríveis. E o melhor: ver os brasileiros como Danilo Couto e Binho Nunes que, naquele dia, foram os destaques da nossa bandeira verde-amarela e, no mês seguinte, os dois confirmadíssimos na Fluir.
Segundo – Hawaii não se resume apenas a Pipeline, como muitos pensam. Surfei ondas muuitoo boas por todo o North Shore, com um crowd bem mais espalhado e pessoas bem mais amigáveis. Ondas como Sunset, Laniakea, Alligator Rock, Jocko´s, Rocky Point e muitas outras ondas de altíssimo nível como estas.
Agora, só sei de uma coisa: “Hawaii, sempre Hawaii”.
Agradecimentos a meus amigos Silvio Mancusi e Kalani Brito.





