
O surfista Rodrigo do Espírito Santo programa nova temporada no arquipélago da Polinésia Francesa.
Depois de passar três meses no paraíso localizado no Pacífico Sul, o big rider montou a estrutura que precisava para praticar o tow-in.
De volta ao Brasil, ele ajusta as pranchas e, até o final de setembro, seguirá em busca de seu sonho. Aos 25 anos, Rodrigo Koxa, como é conhecido, está disposto a surfar a maior onda que surgir no arquipélago.
No começo do mês de abril, Koxa voou para o

Tahiti para a sua terceira temporada. Lá, encontrou com Vitor Farias, seu parceiro de tow-in.
Os dois decidiram comprar os equipamentos necessários para encarar as perigosas ondas de Teahupoo.
?Sabemos da responsabilidade e o risco que corremos. Entretanto, isso tudo é fruto de um planejamento de anos. Agora, com a estrutura que montamos, vamos esperar o maior swell?, desafia Koxa.
Entre os equipamentos para a prática do tow-in estão um jet-ski e um barco. Além disso, um carro e uma casa para morar também não poderiam faltar na realização do sonho.
?Investimos no que precisávamos. Hoje, no bom sentido, temos uma estrutura invejável no Tahiti. Conseguimos uma casa como base, que é de um amigo nosso, um carro novo, um barco e um jet-ski potente?, comemora o big rider.
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Já no Brasil, Koxa se prepara há pelo menos dois meses para retornar ao arquipélago no final de setembro. Até lá, ele acompanha as ondulações pela internet.
?Com essa estrutura fica cômodo vir para casa. Posso acompanhar tudo no computador. Qualquer balanço que valer a pena, estaremos embarcando?, comenta Koxa.
Contando com a ajuda do jovem shaper Alexandre Akiwas, Koxa se diz satisfeito com a performance dos seus foguetes. Na primeira passagem pelo Tahiti, o big rider levou nada menos do que 12 pranchas.

Para esta nova temporada, Akiwas estará ao lado de Koxa para aprimorar as medidas das pranchas.
?Vamos juntos para o Tahiti e depois para o Hawaii. Existem pranchas boas para o tow-in, mas não há divulgação sobre as especificações. Por isso ele vai comigo para colher essas tendências e informações?, planeja o surfista.
Os três meses que Koxa e Farias passaram no arquipélago foram úteis para mais um aprendizado. Segundo o big rider, não é só chegar no Tahiti com um jet ski e desbravar as ondas.
?Temos que ter muito cuidado com as nossas vidas e com os equipamentos. Além de ser raso, existem bancadas gigantes de corais afiados. Se fizermos um resgate mal feito, podemos perder tudo, até a vida?, revela.
Apesar da beleza local que inunda os olhos de qualquer um, saber surfar Teahupoo requer tempo.
?É uma onda chata, difícil e tem muitas pedras. Esses três meses foram alucinantes e serviram de experiência. Passamos a respeitar ainda mais o lugar. Hoje, eu tenho segurança em poder resgatar, passar por cima das bancadas e voltar são e salvo?, completa Rodrigo.
Rodrigo do Espírito Santo nasceu na cidade de Jundiaí, interior de São Paulo. Aos dois anos mudou-se para o Guarujá (SP).
Além das temporadas no Tahiti, o atleta acumula trips para o México, Indonésia, Hawaii e Mavericks, Califórnia (EUA).