Robson Santos volta do Hawaii com a mala recheada de tubos. Foto: Arquivo pessoal RS.

Depois de fazer bonito no arquipélago havaiano, o paulista Robson Santos volta pra casa amarradão e com sensação de dever cumprido.

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Aos 19 anos, o jovem talento brasileiro curtiu sua terceira temporada na Meca do surf.

Robson embarcou para Oahu no fim de outubro e voltou ao Brasil no último dia 22 de dezembro.

Agora, o objetivo é treinar duro para as etapas do WQS no Santinho (SC) e no arquipélago de Fernando de Noronha.

O paulista conta que evoluiu bastante desde a primeira trip para o arquipélago havaiano. Foto: Arquivo pessoal RS.

A terceira viagem de Robson ao Hawaii foi bastante produtiva e deixou o paulista ainda mais à vontade em condições pesadas. Segundo Robson, a evolução foi notória.

?Minha primeira vez no Hawaii foi a realização de um sonho. Tudo era novo e diferente, principalmente as ondas. Estava saindo das competições amadoras e me tornando profissional. Tinha receio das ondas grandes. Na segunda temporada já fiquei mais à vontade. Surfei muito em Sunset, Pipeline, peguei uns tubões lá. Caí até Waimea com uns 15 pés. Agora fiz minha terceira temporada e sinto que estou  melhorando cada vez mais. Posiciono-me melhor nos picos, estou entubando com mais facilidade e já não tenho mais tanto receio de pegar as grandes?, revela.

Até o momento, as temidas roubadas no arquipélago havaiano não foram empecilho para o paulista. ?Sempre viajo com bons amigos como o Willian Cardoso, Junior Faria e o Heitor Pereira. A gente já está acostumado como funcionam as coisas. Viajamos prevenidos?, afirma.

O relacionamento com os locais não é dos melhores, mas também não dificulta a vida do jovem brazuca. ?Não sou muito chegado com nenhum deles em especial. Diria que a minha relação é tranqüila. Tenho dois amigos havaianos, do tour mesmo, que moram lá. Um deles é o Mason Ho, do mesmo patrocinador que eu (…Lost), e a gente sempre se encontra lá e nas outras etapas do WQS. Ele me trata bem. Sempre respeitei e fui respeitado!

Ir ao Hawaii é essencial para qualquer surfista brasileiro, principalmente os atletas da nova geração. A Meca do surf oferece ondas pesadas e propícias para a evolução da molecada em condições desafiadoras.

 

Porém, algumas empresas não investem em seus talentos, deixando-os desmotivados no verão brasileiro – época de pouquíssimas ondas em grande parte do litoral.

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Robson escancara em Rocky Point. Foto: Arquivo pessoal RS.

Para Robson, que viajou ao North Shore pela terceira vez, todo surfista profissional deveria ter a condição de passar um tempo do ano por lá.

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?Infelizmente nem sempre isso acontece. Por falta de grana ou de patrocinadores, alguns dos nossos bons surfistas deixam de treinar em ondas grandes pra ficar nas merrecas. Isso é ruim porque na hora do ?vamos ver? ou em etapas do WCT, esses surfistas acabam não estando tão preparados quanto aqueles que têm condições de surfar essas ondas”, diz.

Robson e Júnior Faria à vontade no North Shore de Oahu. Foto: Arquivo pessoal RS.

“Graças a Deus e a meus patrocinadores (…Lost, Evoke Eyewear, Globe e Bhs), tenho condições de viajar bastante e treinar nas ondas grandes do Hawaii. Amo ir pra lá treinar bastante, principalmente com meus amigos. Isso muda a minha rotina e me dá um gás novo pra começar o WQS! O Hawaii me proporciona ser o surfista mais feliz do mundo! Se depender de mim, vou pra lá todo ano?, continua.

Em 2006, Robson não conseguiu obter bons resultados no WQS, principalmente no primeiro semestre.

?Passei por um momento difícil. Estava surfando bem, mas não conseguia encaixar meu surf nas competições. Depois, fui para Jeffrey?s com o Willian Cardoso e o Júnior Faria e tive uma ótima sessão de surf. Na seqüência, fui pra Califórnia disputar o …Lost Pro Junior e o WQS em Huntington. As coisas começaram a mudar um pouquinho?, comenta.

Na Europa, Robson chegou até as quartas-de-final em Pantin, Espanha, e ficou em quinto lugar no Pro Junior de Portugal. Destaque para a exibição de gala nas quartas-de-final, com direito a nota 10 unânime.

No próximo ano, Robson pretende viajar muito e tentar ficar no pelotão de frente do WQS e entre os cinco primeiros classificados do Pro Junior. ?Pretendo disputar o Mundial na Austrália e aproveitar esse meu último ano de júnior para fortificar minha base e buscar meu objetivo, o WCT?, conclui o paulista.

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