Neste fim de semana (19 e 20/12) acontece a segunda edição do Surf Trip apresenta Festival Paulistano de Surf na praia da Riviera de São Lourenço, em Bertioga, com disputas nas categorias Open, Master, Grand Master, Júnior, Feminino, Longboard e Stand Up.
O evento tem inscrição gratuita, porém os participantes devem doar alimentos não perecíveis que serão posteriormente destinados a uma instituição de caridade local (ainda não definida). Até a próxima quarta-feira, os atletas ranqueados no SP Contest tem preferência na inscrição. Para confirmar sua vaga, entre em contato pelo e-mail [email protected] .
Restrito a surfistas da capital e Grande São Paulo, o evento promete ser uma grande confraternização do surf paulistano. “Vamos reunir a nata do esporte no local onde mais gostamos de estar: a praia. Este evento busca resgatar o clima dos antigos festivais, repleto de muita amizade e confraternização”, explica Dadá Nascimento, idealizador do circuito.
Sobre as disputas, Nascimento acredita que o show está garantido já que as condições do mar estarão boas no fim de semana. “De acordo com a previsão, no sábado o mar estará menor e domingo tudo indica que irá subir. Então talvez ocorra uma alteração no cronograma correndo a Júnior, Feminino, Longboard, SUP e Grand Master no sábado e Open e Master no domingo. É importante que os atletas estejam atentos”, explica.
“Há 14 anos realizamos um circuito exclusivo para a galera de São Paulo e o nível só aumenta. Em todas as categorias, temos atletas de destaque em eventos regionais e até mesmo em nível nacional. Fora a tradição que temos em revelar talentos”, ressalta.
Homenagem aos pioneiros – O surfista que estampa o pôster do evento é um ícone do surf paulista, o veterano Chico Paioli. Na foto, ele surfa em 1967, na praia de Pitangueiras, Guarujá (SP), com uma prancha produzida em parceria com seu irmão Zé Paioli, e que inclusive estará na praia para quem quiser conferir um legítimo shape old school.
“O Zé realmente foi o artista. Eu tentei ajudar, mas não aguentei o cheiro da resina. Depois, enquanto lixamos os pedaços de farpa entravam na minha pele, pois nossa técnica era totalmente rudimentar. O Zé foi mais forte e aguentou o tranco. Íamos fazendo, errando e aprendendo. Com essa prancha eu apareci na primeira página do Jornal da Tarde, em 1967”, recorda o lendário surfista.