
O sucesso do circuito mundial é feito de talentos extraordinários, lendas do esporte, ondas perfeitas e cenários paradisíacos.
Em tempos em que é possível acompanhar a etapa do Tahiti, com imagens aquáticas ao vivo pela internet, transmissão ao vivo por canais pagos e abertos de todo o mundo, chega-se a uma popularização jamais vista na história do esporte.
O combustível principal, além das ondas, é a crescente rivalidade envolvendo o norte-americano Kelly Slater, seis vezes campeão do mundo, e o havaiano Andy Irons, atual tricampeão mundial.
Nesta temporada, eles protagonizaram quatro empolgantes finais. Mas, ao contrário do ano passado, é Slater, idolatrado no Brasil, chega ao país na condição de líder do ranking e favorito a levar o título por antecipação.
“Foi um ano sensacional, marcado por excelente surfe, eventos brilhantes e desempenhos extraordinários”, diz Wayne “Rabbitt” Bartholomew, presidente da ASP (Association of Surfing Professionals).
Para ele, tudo faz parte de um plano elaborado a partir de 2002, quando a entidade investe na rigorosa seleção para a escolha das ondas do Tour, incluindo janela de espera pelas melhores condições de mar e a adoção de critérios mais dinâmicos no julgamento dos atletas.
“O foco na abertura de janela de espera pelas melhores ondas foi um exercício na tentativa de trabalhar diante de uma ciência inexata. Por outro lado, aprendemos que agendar finais de campeonatos, como acontece em outros esportes, trata-se de uma ciência exata. No caso do surf, um completo desastre em alguns casos”, explica.
O Brasil é um centro que requer atenção especial de Bartholomew. Para ele, o Nova Schin WCT proporciona dias de “celebração da cultura do surf”.
E ele vê na imagem de Flávio Padaratz e Fábio Gouveia, o ponto de referência para todos os atletas brasileiros que sonham com o Tour.
“Todos os atletas da ASP têm enorme respeito por Flávio e Fábio. Eles colocaram o Brasil no mapa do surf nos anos 90 e tornaram-se os maiores representantes do estilo sul-americano”, avalia.