Tubos perfeitos e cristalinos deram um brilho especial ao Hang Loose Pro Contest nesta quinta-feira.
Válida como a quarta etapa do WQS 2007, a prova tem nível 5 estrelas e status “Prime”.
O campeão embolsa US$ 12 mil e soma 2500 pontos no ranking da divisão de acesso do circuito mundial.
Nas baterias realizadas durante a manhã, a direção da prova instalou um palanque móvel nas proximidades da praia do Bode para que os juízes ficassem de frente para os atletas.
À tarde, os juízes voltaram ao palanque principal e as notas puderam ser divulgadas instantaneamente, para alegria dos atletas.
O show de tubos foi comandado por atletas como Fábio Gouveia, Danylo Grillo, Mason Ho, Pablo Paulino, Warwick Wright e Mike Todd, entre outros.
Sobrinho do campeão mundial Derek Ho, o jovem Mason deu show nos canudos para totalizar o maior somatório da prova até o momento – 18.17 pontos em 20 possíveis.
Em sua melhor onda, Mason completou um tubo profundo de backside e acertou um floater impressionante numa esquerda de responsa para arrancar nota 9.5 dos juízes.
Quem também arrebentou foi o sul-africano Warwick Wright, campeão do Hang Loose em 2004. Em total sintonia com as ondas e foi premiado com notas 9.1 e 9.0.
Mestre na arte de entubar, Danylo Grillo deu show nas esquerdas tubulares e descolou notas 9.33 e 7.17.
Na mesma bateria, o alagoano Marcondes Rocha ganhou a briga pela segunda vaga e eliminou o catarinense Thiago Bianchini e o gordinho havaiano Kekoa Bacalso.
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Duas baterias regadas a muitos tubos esquentaram a terceira fase do Hang Loose Pro Contest.
O cearense Pablo Paulino e o paraibano Fábio Gouveia levaram a melhor num belíssimo duelo com o taitiano Hira Terinatoofa e o gaúcho Rodrigo Dornelles. Pablo avançou em primeiro com notas 9.0. e 8.0. Em segundo ficou Fabinho Gouveia, autor de 9.17 e 7.57.
Em outro confronto emocionante, o carioca Guilherme Herdy bateu o catarinense Ricardo Wendhausen, o paulista Hizunomê Bettero e o norte-americano Asher Nolan.
Terceiro colocado da prova em 2006, Bettero abriu a disputa com o melhor tubo da bateria (8.67), mas não conseguiu sair de outros belos canudos e perdeu precisando de apenas 4.5.
Melhor para Wendhausen, que surfou com uma prancha 6’1 emprestada pelo baiano Dennis Tihara.
Um duelo bastante polêmico marcou a eliminação do cearense Messias Félix. O cearense teve boa atuação e arrancou muitos aplausos da platéia ao completar um belo tubo para a esquerda, tirando ainda outro tubinho no inside.
Muitos que acompanhavam o confronto achavam que Messias avançava em primeiro e seus adversários brigavam pelo segundo lugar.
Porém, minutos depois do confronto o locutor divulgou o resultado com Júnior Faria em primeiro, o sul-africano Greg Emslie em segundo e Messias Félix em terceiro, apenas 6 centésimos atrás de Emslie.
Paulo Kid, técnico de Júnior Faria, revelou ter ficado surpreso com o resultado. Na opinião do conceituado treinador, a briga pela segunda vaga estava entre Júnior e Emslie.
“É triste ser eliminado de forma injusta. Muitos vieram falar que eu passava, mas infelizmente os juízes não pensaram assim”, lamenta o humilde Messias, atual campeão cearense profissional e integrante da divisão de elite brasileira , o SuperSurf.


