Riquinho investe nos tubos

Canto direito da Cacimba do Padre funciona com perfeição nesta quinta-feira. Foto: Aleko Stergiou.

Tubos perfeitos e cristalinos deram um brilho especial ao Hang Loose Pro Contest nesta quinta-feira.

Válida como a quarta etapa do WQS 2007, a prova tem nível 5 estrelas e status “Prime”.

O campeão embolsa US$ 12 mil e soma 2500 pontos no ranking da divisão de acesso do circuito mundial.

 

Nas baterias realizadas durante a manhã, a direção da prova instalou um palanque móvel nas proximidades da praia do Bode para que os juízes ficassem de frente para os atletas.

Ricardo Wendhausen abusa dos tubos para garantir presença na quarta fase do Hang Loose Pro Contest. Foto: Aleko Stergiou.

À tarde, os juízes voltaram ao palanque principal e as notas puderam ser divulgadas instantaneamente, para alegria dos atletas.

 

O show de tubos foi comandado por atletas como Fábio Gouveia, Danylo Grillo, Mason Ho, Pablo Paulino, Warwick Wright e Mike Todd, entre outros.

 

Sobrinho do campeão mundial Derek Ho, o jovem Mason deu show nos canudos para totalizar o maior somatório da prova até o momento – 18.17 pontos em 20 possíveis.

 

Em sua melhor onda, Mason completou um tubo profundo de backside e acertou um floater impressionante numa esquerda de responsa para arrancar nota 9.5 dos juízes.

 

Quem também arrebentou foi o sul-africano Warwick Wright, campeão do Hang Loose em 2004. Em total sintonia com as ondas e foi premiado com notas 9.1 e 9.0.

 

Mestre na arte de entubar, Danylo Grillo deu show nas esquerdas tubulares e descolou notas 9.33 e 7.17.

 

Na mesma bateria, o alagoano Marcondes Rocha ganhou a briga pela segunda vaga e eliminou o catarinense Thiago Bianchini e o gordinho havaiano Kekoa Bacalso.

 

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Fábio Gouveia faz bela estréia na Cacimba do Padre. Foto: Aleko Stergiou.

Duas baterias regadas a muitos tubos esquentaram a terceira fase do Hang Loose Pro Contest.

 

O cearense Pablo Paulino e o paraibano Fábio Gouveia levaram a melhor num belíssimo duelo com o taitiano Hira Terinatoofa e o gaúcho Rodrigo Dornelles. Pablo avançou em primeiro com notas 9.0. e 8.0. Em segundo ficou Fabinho Gouveia, autor de 9.17 e 7.57.

 

Em outro confronto emocionante, o carioca Guilherme Herdy bateu o catarinense Ricardo Wendhausen, o paulista Hizunomê Bettero e o norte-americano Asher Nolan.

 

Ola Eleogram curte os canudos cristalinos de Noronha. Foto: Aleko Stergiou.

Terceiro colocado da prova em 2006, Bettero abriu a disputa com o melhor tubo da bateria (8.67), mas não conseguiu sair de outros belos canudos e perdeu precisando de apenas 4.5.

 

Melhor para Wendhausen, que surfou com uma prancha 6’1 emprestada pelo baiano Dennis Tihara.

 

Um duelo bastante polêmico marcou a eliminação do cearense Messias Félix. O cearense teve boa atuação e arrancou muitos aplausos da platéia ao completar um belo tubo para a esquerda, tirando ainda outro tubinho no inside.

 

Muitos que acompanhavam o confronto achavam que Messias avançava em primeiro e seus adversários brigavam pelo segundo lugar.

 

Porém, minutos depois do confronto o locutor divulgou o resultado com Júnior Faria em primeiro, o sul-africano Greg Emslie em segundo e Messias Félix em terceiro, apenas 6 centésimos atrás de Emslie.

 

Paulo Kid, técnico de Júnior Faria, revelou ter ficado surpreso com o resultado. Na opinião do conceituado treinador, a briga pela segunda vaga estava entre Júnior e Emslie.

“É triste ser eliminado de forma injusta. Muitos vieram falar que eu passava, mas infelizmente os juízes não pensaram assim”, lamenta o humilde Messias, atual campeão cearense profissional e integrante da divisão de elite brasileira , o SuperSurf. 

 

 

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