#O shaper Beto Loureiro, da marca Rip Wave, de Santos (SP), é o profissional que mais inova no lançamento de designs na região. Nos últimos anos cinco novos protótipos foram ao mercado: dois de longboard e três de pranchinha. Por onde passam, os novos modelos causam polêmica e dividem opiniões.

Beto começou com as inovações no fim da década de 90, quando o mercado paulista se encontrava saturado por pranchas vindas de todo país e os lojistas ansiavam por novidades. Para atender às necessidades do mercado, fez dois modelos de longboard totalmente revolucionários.

Os pranchões foram expostos no Red Bull Longboard International 2000, em Maresias (SP), e ficaram à disposição dos atletas para um test-drive. Os shapes eram compostos por combinações nunca vistas em longboards, e isso deu o que falar. Em geral a novidade agradou mais aos simpatizantes do estilo progressivo, pois eram mais soltos e manobráveis que os convencionais.

Motivado pelos resultados, Beto não parou mais de testar novas idéias com seus atletas. Seu modelo mais recente, batizado de ?speed?, fez tanto sucesso que logo foi incluído na linha de produção.

A prancha é larga, tem pouco rocker, bastante flutuação, canaletas centrais e laterais, rabeta bem larga e bastante kick-tail (rabeta curvada). O design é veloz e visa facilitar o surf competitivo, como aéreos e manobras nervosas mesmo em condições desfavoráveis.

?Ela é boa para manobrar forte em ondas fracas, pois tem mais propulsão. O ataque dela fica mais rápido e não enterra a borda?, explica o shaper.

#Segundo ele, todos que experimentaram aprovaram, sem exceção. Entre os atletas do ?laboratório? estão Vitor Farias, Sininho, Giovani Ferranti, Andrew Serrano, entre outros. E também o primeiro campeão brasileiro profissional, Paulo Matos, que usa as pranchas Rip Wave até hoje e acabou de correr um campeonato com o novo modelo.

Dos cinco protótipos lançados até agora, segundo Beto, todos funcionaram. Atualmente ele está projetando um novo pranchão, e está esperando a aprovação do profissional Paulo Kid, do Guarujá, para lançar no mercado.

O artista ? Beto Loureiro tem 43 anos de idade, sendo 25 como shaper. Começou no surf fazendo quilhas e colando longarinas em blocos de isopor na marcenaria de seu pai. De tanto manejar o material, um dia resolveu fazer sua própria prancha. Depois de testar, concluiu que foi a melhor prancha que havia tido. Começou então a fazer para os amigos e não parou mais. Atualmente, Beto contabiliza 19.100 pranchas shapeadas.

Ele se tornou um shaper de renome na década de 80, quando investiu em atletas profissionais para testarem suas pranchas. Entre eles estavam Picuruta Salazar, Renan Rocha, Wagner Pupo, Tadeu Pereira, Piu, Zé Paulo, Binho Nunes e muitos outros, chegando inclusive a ter uma equipe em Santa Catarina.

#No início dos anos 90, resolveu mudar a forma de investir em atletas, pois apesar de ter o nome reconhecido, ainda não tinha o retorno financeiro desejado. A fama proporcionada pelas equipes de profissionais não refletia proporcionalmente na venda das pranchas.

Ele parou então de investir em profissionais, se concentrou mais no laboratório e na produção. Montou uma equipe de trabalho com atletas da região e colocou em prática a nova estratégia. Esses atletas são ao mesmo tempo são o seu laboratório e divulgadores do seu trabalho.

?Resolvi investir no lado profissional, no meu laboratório. Não adianta nada ter um nome no mercado e não ter dinheiro no bolso e não acrescentar nada ao surf?, explica o shaper.

Atualmente a Rip Wave tem uma das maiores produções do país, fazendo em média 150 pranchas por mês no inverno e 250 no verão.

Os interessados em testar as pranchas da marca devem ligar para (0xx13) 3225-5634 ou 3225-5636 e se informar sobre os locais disponíveis.

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