Um relatório divulgado pela Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (FATMA) comprova que uma das praias mais badaladas do verão em Florianópolis (SC) e bastante procurada por surfistas está contaminada com coliformes fecais.
O pico do Riozinho, localizado na praia da Campeche, reuniu milhares de pessoas durante a temporada e chegou a ser palco de um show gratuito do cantor Ben Harper, no início de fevereiro. A análise feita no rio que corta a praia mostrou que o local está impróprio para os banhistas.
As águas chegam a ser usadas por crianças por serem mais calmas. Em nota, a FATMA afirma que o uso do Riozinho gera muita preocupação.
“Por isso passamos a monitorá-lo concomitantemente aos demais pontos já inscritos em nosso processo consecutivo de amostragem”, diz Murilo Flores, presidente da FATMA.
“A preocupação das autoridades ambientais é com relação ao crescente número de turistas e seus familiares que utilizam as águas calmas do local para a diversão de seus filhos”, afirma Murilo.
A análise da condição da praia será acompanhada periodicamente pelos órgãos ambientais. Marlon Daniel da Silva, responsável pelo estudo, destaca que pelo prazo de um mês o ponto do Riozinho deverá continuar qualificado como impróprio.
São necessárias quatro análises consecutivas com boa qualidade de água para que o local não seja considerado contaminado por coliformes fecais. Nas duas últimas coletas realizadas em 10 e 15 de março, os resultados obtidos foram de 1.700 e 5.000 NMP por 100 ml de coliformes fecais em Escherichia coli. O índice permitido é de 800 NMP.
Marlon explica que pelo fato do rio desaguar no mar aberto, ainda não existe uma contaminação considerável na praia do Campeche.
Entretanto, a FATMA pede cautela à população no local e orienta para que os banhos de mar sejam realizados a uma distância mínima de 25 metros do ponto onde o rio deságua. “Sempre solicitamos à população o cuidado no uso destas águas evitando o banho. Importante também evitar o banho em dias de chuvas e por no mínimo 24 horas depois de elas cessarem”, diz o relatório da Fundação.
O relatório ainda aponta que 54% das praias de Florianópolis estão impróprias para banho. No Estado, 40% dos pontos analisados apresentaram problemas. O aumento das chuvas, segundo o órgão, contribui para que as praias apresentem problemas com a balneabilidade.
Fonte Portal Terra