Campeche

Riozinho impróprio para banho

Relatório da Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina mostra que o Campeche está contaminado por coliformes fecais. Foto: Fabrício Escandiuzzi / Terra.

Com ondulação certa, Pico do Riozinho vira ponto de encontro dos surfistas. Foto: James Thisted.

Um relatório divulgado pela Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (FATMA) comprova que uma das praias mais badaladas do verão em Florianópolis (SC) e bastante procurada por surfistas está contaminada com coliformes fecais.

 

O pico do Riozinho, localizado na praia da Campeche, reuniu milhares de pessoas durante a temporada e chegou a ser palco de um show gratuito do cantor Ben Harper, no início de fevereiro. A análise feita no rio que corta a praia mostrou que o local está impróprio para os banhistas.

As águas chegam a ser usadas por crianças por serem mais calmas. Em nota, a FATMA afirma que o uso do Riozinho gera muita preocupação.

 

“Por isso passamos a monitorá-lo concomitantemente aos demais pontos já inscritos em nosso processo consecutivo de amostragem”, diz Murilo Flores, presidente da FATMA.

 

“A preocupação das autoridades ambientais é com relação ao crescente número de turistas e seus familiares que utilizam as águas calmas do local para a diversão de seus filhos”, afirma Murilo.

A análise da condição da praia será acompanhada periodicamente pelos órgãos ambientais. Marlon Daniel da Silva, responsável pelo estudo, destaca que pelo prazo de um mês o ponto do Riozinho deverá continuar qualificado como impróprio.

 

São necessárias quatro análises consecutivas com boa qualidade de água para que o local não seja considerado contaminado por coliformes fecais. Nas duas últimas coletas realizadas em 10 e 15 de março, os resultados obtidos foram de 1.700 e 5.000 NMP por 100 ml de coliformes fecais em Escherichia coli. O índice permitido é de 800 NMP.

Marlon explica que pelo fato do rio desaguar no mar aberto, ainda não existe uma contaminação considerável na praia do Campeche.

 

Entretanto, a FATMA pede cautela à população no local e orienta para que os banhos de mar sejam realizados a uma distância mínima de 25 metros do ponto onde o rio deságua. “Sempre solicitamos à população o cuidado no uso destas águas evitando o banho. Importante também evitar o banho em dias de chuvas e por no mínimo 24 horas depois de elas cessarem”, diz o relatório da Fundação.

O relatório ainda aponta que 54% das praias de Florianópolis estão impróprias para banho. No Estado, 40% dos pontos analisados apresentaram problemas. O aumento das chuvas, segundo o órgão, contribui para que as praias apresentem problemas com a balneabilidade.

 

Fonte Portal Terra

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