Rick Werneck ajusta foco na música com a Santa Máfia

Apesar dos quatorze anos de casamento, ainda me surpreendo com algumas facetas de Rick Werneck.

 

Quando o conheci, ele já fotografava e era proprietário de uma das marcas de surfwear mais inovadoras do Brasil, a Cristal Graffiti, em que criou o inconfundível CG torcido, que revolucionou os logotipos de pranchas.

 

Anos depois, foi morar na Austrália e, por quase três anos, fez desenhos e logotipos para marcas como Peak Wetsuits e Insight Surfboards e nomes como Peter McCabe, Sam Egan, Gunther Rohn entre outros.

 

De volta ao Brasil, foi trabalhar na Redley e chegou a gerente de marketing, passando pela gerência de exportação.

 

Depois passou um ano e meio enfrentando a ponte aérea para São Paulo, para cuidar da renovação da marca Hawaiian Dreams. Mais recentemente, descobriu o vídeo – tendo feito clipes para bandas de Rock e o DVD da Andréa Lopes – e, mais surpreendente de todos, a música.

 

Depois de descobrir que tinha o dom de compor músicas e ser chamado para subir no palco para interpretá-las, Rick foi convidado a montar uma banda com um dos mais sonoros guitarristas do Brasil, Wilclei, fundador da banda O Surto e surfista fissurado. A eles se juntou o baterista e longboarder Tuba para formarem a Santa Máfia, uma banda que já nasceu madura.

 

Quem esteve presente no show realizado no Sunset Pub, em Ubatuba, durante o Circuito Petrobrás de Surfe Feminino, no último final de semana, com a presença do baixista Labareda, certamente não poderia imaginar que a banda tinha três meses de vida e apenas três ensaios nas costas.

 

Com um show impecável, eles mantiveram a galera dançando durante quarenta minutos com um repertório eclético que ia de Umbabarauma, de Jorge Benjor, com um Purple Haze de Hendrix no meio, até D’Yer Mak’er, do Led Zeppelin, passando pelo trabalho dos integrantes da banda até terminar com A Cera (aquela que pirou o cabeção), de Wilclei.

 

E Rick, uma pessoa calada por natureza, soltou a voz em suas composições de uma forma, acima de tudo, autêntica. E foi show! Literalmente. Quem estava lá sabe o que estou dizendo.

 

Por muitos anos, estive acostumada a ver o surfe por suas lentes e agora sou capaz também de ouvir. Se a Santa Máfia for tocar em algum lugar perto de você, não perca a oportunidade de conferir. Se você tiver água salgada nas veias, certamente vai gostar.

 

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