
Depois de passar dois meses na busca das melhores imagens do North Shore de Oahu para o TV Waves, o cinegrafista Paulo Tracco, 25, volta ao Brasil de mala cheia e cabeça feita.
O primeiro desafio dele foi filmar etapas da Tríplice Coroa Havaiana, como o Pipeline Masters, uma das principais competições do cenário mundial.
Com o encerramento das provas do Tour, o cinegrafista dedicou-se à cobertura do free-surf e registrou momentos alucinantes dos maiores nomes internacionais, além do excelente desempenho dos brasileiros nas ilhas.

De malas prontas de volta pra casa, Tracco relata os destaques da cobertura ao lado do colega Bruno Lemos, correspondente Waves no Hawaii.
De quebra, ele deixa um clip com o melhor da temporada.
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Como se envolveu com produção de vídeos e o canal TV Waves?
Quando morei um ano Austrália, aproveitei para conhecer a Indonésia. E como não tinha nada para registrar a viagem, comprei uma câmera digital 8 de 1 CCD, sem grandes pretensões. Quando voltei da Indonésia com altas imagens, fui direto para Margaret River, Oeste australiano, onde também captei ótimas imagens. Ao voltar para o Brasil, comentei com Nelson Mello, um amigo de infância que trabalhava no site de revista Fluir, que tinha feito um clip da viagem.
Ele disse que seria legal colocar no site. A partir de então comecei a seguir os principais campeonatos no Brasil e mandava um vídeo com os melhores momentos do campeonato.
Depois de mais de um ano fazendo esse trabalho, conheci o editor do Waves e ele me convidou para fazer parte da equipe. Então comecei a filmar todos os campeonatos, com a diferença que agora mando um vídeo a cada dia de competição. O primeiro lugar que fui pelo Waves foi Fernando de Noronha.
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Qual seu equipamento?
Uso uma Sony TRV 950, porque além de ter ótima qualidade de imagem, é pequena e leve, perfeita para colocar na caixa estanque feita especialmente para ela.
Qual a sensação de estar pela primeira vez no Hawaii exclusivamente para produzir imagens de surf?
É a melhor sensação do mundo. No início de 2005 coloquei uma meta na minha cabeça: tenho que ir para o Hawaii na temporada, filmar Andy e Kelly destruindo em Pipe/Backdoor. Foi alucinante! Além disso, vi de perto o desempenho dos brasileiros.

Consegui captar muita ação nos dois meses em que passei em Oahu. Era o que faltava para compor a produção do meu primeiro DVD, que começo a editar agora em janeiro e espero ter pronto ainda neste primeiro semestre.
O que mais te chamou a atenção na temporada?
Achei que em novembro e dezembro deu muita onda perfeita sem vento ou com terral e Pipeline quebrou várias vezes. Agora em janeiro entrou um vento que estragou a formação das ondas e pouco pude fazer neste começo de ano.
O que me chamou muito a atenção foi a pressão que os surfistas locais impõem em todo mundo, nos surfistas estrangeiros, na mídia e na própria ASP. Outra coisa foi ver o perigo que Pipeline oferece. Além da morte do taitiano Malik Joyeux, outras vidas foram tiradas naquela bancada e muitos surfistas foram dali direto para o hospital. Hawaii é coisa séria.
O que os internautas podem esperar do TV Waves em 2006?
O TV Waves tem o objetivo de colocar conteúdo de qualidade cada vez mais, com os melhores momentos dos principais campeonatos que acontecem no Brasil e no mundo e muito free-surf pela nossa costa, além de viagens pelo mundo sempre em busca do melhor ângulo.
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