Tati Weston-Webb

Retrospectiva carioca

Como a Tati Weston-Webb é meio brasileira, podemos chamá-la, sem problemas e com bastante intimidade, somente de Tati.

Mesmo representando o Havaí, a loira nasceu no Sul do Brasil, tem somente 19 anos e é filha da ex-bodyboarder profissional brasileira Tanira Guimarães. Além de apresentar um surfe de alta qualidade, Tati cativa a todos pelo carisma, simpatia e sim, pela beleza.

Extremamente focada e disciplinada, treinou muito no Rio, mesmo depois da etapa, pois, na época, teria pouco tempo para chegar a Fiji, etapa seguinte ao Rio.

Saiu da etapa do Rio de Janeiro comemorando um quarto lugar no ranking WT da WSL. Depois de conquistar dois terceiros lugares e dois quintos lugares no circuito este ano, deu uma deslizada na etapa de Fiji, ficando em 13o. lugar, ao perder para Coco Ho.

Com Silvana disputando o circuito de acesso (atual quinta colocada no ranking QS do WSL), Tatiana Weston-Webb é a nova queridinha dos amantes do surfe no Brasil, em sexto lugar nos ranking WT e mesma colocação no ranking QS da WSL.

Aproveitei seus treinos pós WSL do Rio para conferir o desempenho da surfista que adora um arroz com feijão, e que depois de uma sessão de surfe não dispensa um açaí.

Fiquei encantada com Tati. Ela tem um surfe impressionante, deu um show em um dia de mar mais ou menos na Barra, demonstrando muita facilidade na execução das manobras. Tem potencial para ser campeã mundial e muita simplicidade, simpatia e gentileza.

Durante a sessão, tentou falar português o tempo todo, só “empacou” quando foi queimada por algumas águas vivas no mar lançando a frase: “Tá cheio de Jellyfish aqui”, que arrancou risada de todos os presentes.

A torcida continua para bela/fera. Que venha a próxima etapa, na Califórnia.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)