Binho Nunes

Retorno à Indonésia

Não pisava em Bali havia 10 anos. Minha última visita às ilhas foi em 2004 e, desde o Tsunami monstro, não tive coragem ou apetite de voltar, mas sempre pensava em retornar à ilha de Lombok e surfar uma das minhas ondas preferidas, Desert Point.

Surfei a onda de Desert pela primeira vez em 1994, com 17 anos de idade. Fui para lá em uma expedição aventura em um barco velho. Desde então, não consegui voltar à tão sonhada bancada. Se passaram 20 anos para que eu conseguisse retornar a Lombok, e finalmente, em 2014, mais exatamente no fim de setembro, o aguardado dia chegou, consegui viver meus dois dias de sonho novamente.

A onda é muito extensa e você pode pegar vários tubos nas diversas seções que vão correndo pela afiada bancada. A cada onda, a vontade de entubar mais fundo e por mais tempo aumentava. Até que o encontro com os corais fosse inevitável. 

Depois desse swell de Desert, também peguei um Padang dos bons, com pouca gente na água, coisa rara, pois os locais mais nervosos estavam em Sumbawa. Sobraram algumas ondas para mim, fiz minha cabeça como pude e com certeza a onda de Padang acabou entrando na lista das melhores ondas que já surfei na vida.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)