Ressacas: culpa de quem?

A ressaca do semestre passado causou estragos em diversas praias do sudeste brasileiro. O calçadão de Ipanema foi destruído, muros foram destruídos no litoral sul de SP, casas foram invadidas pelo mar em Ubatuba. Seria uma vingança de Netuno?
Provavelmente não. Falta de planejamento adequado e ganância podem ser explicações mais plausíveis.
A praia possui uma faixa de areia com largura variável. Na maré baixa, e em situações de ondas pequenas, a largura dessa faixa é maior, enquanto nas marés altas e nos dias de grandes swells, o mar avança sobre a areia, diminuindo a largura da praia.
Geralmente, uma faixa de areia não é atingida pelo mar. É sobre ela que muitas vezes se projetam e constróem avenidas, ou homens ricos erguem suas casas com saída direta para a areia. Só, que de tempos em tempos, grandes ressacas coincidem com marés muito altas, e o mar avança muito mais que o normal. Se as dunas da praia estivessem em seus lugares, não haveria problema nenhum. No entanto, existem construções no lugar da continuação da praia, e o mar, que não sabe disso, acaba invadindo-as. Foi o que houve no semestre passado, uma maré de lua nova associada a um forte swell de sul. Resultado: prejuízos.
Um melhor planejamento antes de construir e um pouco mais de consciência ecológica e humildade antes de instalar uma casa “de frente para o mar” não fariam mal a ninguém.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.