Gabriel Sodré

Respeito em Nias

Este ano, fiz mais uma temporada na Indonésia e dediquei mais tempo às ondas de Nias, local onde permaneci por dois meses. 

 

Aquele é um lugar muito especial para mim. Lá tenho bons amigos, sou sempre muito bem recebido pelos locais e o melhor de tudo é o clima na água. 

 

É claro, como todos os picos da Indo, Nias é maior crowd. Mas rola um respeito maior que em outros lugares. Se souber esperar por sua vez, vai pegar a boa.

 

Sempre há os super malandros que tentam furar a fila. Este ano prestei bastante atenção neste quesito. Vi muito brasileiro querendo ser esperto, mas também vi muito gringo fazendo o mesmo. 

 

Eles falam dos brasileiros, mas se comportam até pior no outside. Mas, como sempre, o cara que anda certo se dá melhor por lá. 

 

Este ano, usei a estratégia da paciência. Esperava, às vezes, uma hora para pegar a minha onda. Ela vinha sempre na boa.

 

Esta foi mais uma temporada com muitos tubos. Voltei super feliz com o resultado da trip. Foi a viagem que faltava para completar o material dos últimos três anos que tenho coletado para a produção do meu novo filme “How Deep?”, programado para terminar o final do ano.

 

Foto de capa Mirella Drummond

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)