O excelente desempenho do Rio Grande do Norte na primeira etapa da Taça Roberto Valério / Maresia Brasileiro Amador 2004 resulta de um processo que tem como principais pilares a formação da Federação de Surf do Rio Grande do Norte (FESURF/RN) e a continuidade do Circuito Detonação e Natureza.

O Detonação e Natureza é realizado desde 1999 com no mínimo quatro etapas por ano, sempre nos principais picos norte rio-grandenses.

 

Já houve etapas até na arriscadíssima Lajinha, direita tubular situada na praia da Pipa que quebra sobre uma rasa laje.

 

O grande timoneiro do circuito é Violange

Tavares, proprietário da marca Detonação.

Ao longo dos anos, é notório o crescimento do evento em estrutura, organização e premiação.

Já a fundação da FESURF/RN é fruto da atuação do jornalista Renato Lisboa, apresentador do Programa Sumatra, noticiário de surf apresentado aos domingos desde janeiro de 2001.

 

O posicionamento crítico de Lisboa e sua busca incessante da informação o levaram a ter a surpreendente descoberta de que o Rio Grande do Norte não tinha uma federação, apesar da utilização do logo FNS (Federação Norte

Rio-Grandense) nos palanques por parte de um organizador de campeonatos.

 

A falta de uma instituição que representasse o Estado perante a Confederação Brasileira de Surf (CBS) fez com que os surfistas potiguares fossem vetados das etapas do Brasileiro Amador de 2002.

 

Era o cúmulo para um lugar que possuía cinco atletas na lista de campeões brasileiros amadores: Joca Júnior, Aldemir Calunga, Danilo Costa, Fabrício Júnior e Alcione Silva.

A consciência do ex-profissional Hemerson Marinho foi importante, uma vez que ele presidia a única entidade atuante na época da fundação da FESURF/RN, a Associação de Surf de Ponta Negra.

 

O idealizador da associação foi João Carvalho, assessor de imprensa da ABRASP. Carvalho também já foi apresentador de programa de surf na rádio em Natal.

 

Mas, uma coisa nesse intervalo permaneceu inalterada: o talento e a vontade de vencer dos atletas potiguares.

 

No começo de 2003, com o acesso potiguar ao Brasileiro Amador restabelecido, Krisna de Souza venceu a categoria Feminino Open no Icaraí e Jadson André foi vice na Iniciante.

 

Na etapa seguinte, em Maracaípe, o resultado se inverteu: Jadson faturou a Iniciante e Krisna

alcançou a segunda colocação na Feminino.

 

Assim, o Rio Grande do Norte saía da perna nordestina com a liderança em duas categorias. Liderança essa que seria mantida por Krisna, culminando no título do circuito.

A segunda colocação por equipes na primeira etapa do Brasileiro Amador 2004 é resultado histórico para o Estado.

 

Novamente Jadson começou o ano com tudo, sendo o principal somador de pontos para a equipe, e Krisna manteve-se à altura do título de campeã brasileira, largando forte rumo ao bicampeonato que tanto espera para virar profissional em 2005.

 

Fica a certeza de que, com planejamento e informação, o Rio Grande do Norte seguirá lançando para o Brasil alguns dos futuros grandes nomes do surf brasileiro.

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