Na última segunda-feira, alguns Tops brasileiros da elite mundial publicaram um comunicado nas redes sociais sobre o registro de uma marca de surfwear com o nome “Brazilian Storm”.
A expressão, que em Português significa “Tempestade Brasileira”, foi criada pelos estrangeiros para exaltar o grande sucesso da nova geração brazuca no cenário internacional.
A polêmica começou quando os atletas e alguns empresários tomaram conhecimento do registro de uma marca de surfwear com o mesmo nome. Assim como na etapa do Rio de Janeiro (RJ), um grupo de pessoas circula pelas areias de Trestles (EUA) com bandeiras, camisas e bonés com o slogan “Brazilian Storm”.
Nas transmissões da etapa, alguns membros do grupo podem ser vistos acompanhando os atletas antes e depois dos confrontos e também atrás do backdrop transparente da World Surf League (WSL), durante as entrevistas.
O registro da marca e essas atitudes na praia fizeram com que os Tops Jadson André, Filipe Toledo, Italo Ferreira e Miguel Pupo fossem às redes sociais na última segunda-feira.
O quarteto esclareceu que não possui nenhum vínculo com a marca “Brazilian Storm” e que a expressão deixou de ser só uma referência da torcida e da imprensa para se tornar uma marca que visa lucro com a venda de produtos.
“Eu, como atleta que batalho para conquistar e manter os meus patrocinadores, não possuo nenhum tipo de vinculo com a marca, seja ela de qual segmento for e reforço que não possuo vínculo com o responsável pela mesma. Destacamos que continuamos apoiando o programa Brazilian Storm, produzido pelo Canal Off, e valorizamos muito o movimento feito pela torcida brasileira e até do exterior, bem como todo o apoio que recebemos dos fãs”, postaram os Tops.
“Lamentamos o fato da expressão ser usada com fins comerciais, relacionando-a com a nossa imagem sem a devida autorização. A geração que está revolucionando o surf brasileiro agradece e segue unida batalhando pelo desenvolvimento da modalidade”, finalizou o quarteto no comunicado.
Marca se defende
Em sua página no Facebook, a marca “Brazilian Storm” – dirigida por Claudio Feliciano – também se manifestou. A empresa confirmou que não possui nenhum vínculo com os atletas profissionais do Tour e alegou que não possui nenhum produto e nenhuma renda como marca. “Nós criamos uma torcida organizada para torcer para todos os atletas brasileiros ao redor do mundo que se destacam em diversos esportes em âmbito nacional e internacional. Temos ajudado associações e atletas de base sem patrocínio no surfe, atletas de triathlon Iron Man, ONG’s que realizam limpeza de praias, entre outros projetos de ações que entrarão em vigor com a entrada de recursos financeiros. Nosso objetivo é promover a inclusão de pessoas no esporte afim de que possam vir a tornar-se atletas profissionais e a partir daí conseguir destaque para que outras marcas e patrocinadores possam investir em esporte profissional”, divulgou a marca.