Reggae no ritmo do surf

“Tudo começou por causa do surf que me levou para o Hawaii. Comecei a colecionar reggae e acabei criando o Zion Train. A partir de então resolvi viver… reggae”. Assim pode ser definida a trajetória do surfista-músico André Felipe Derizans, atualmente em São Francisco, Califórnia, onde faz neste domingo um tributo a Bob Marley.

 

Apenas um olhar de relance na história do reggae no Rio de Janeiro e Hawaii é suficiente para achar fatos que mostram a importância de Zion Train – um programa de radio que passou pela Imprensa FM (RJ), Fluminense FM (RJ), Napa Valley FM (Califórnia, EUA), Atlântida FM (Florianópolis) e Radio Free Hawaii (Hawaii – EUA).

 

Trata-se de um programa que com certeza contribuiu bastante para o estabelecimento do reggae como parte da cultura desses lugares paradisíacos no período entre 1989 e 1994.

 

André Derizans, produtor e apresentador do Zion  Train, começou a partir de 1994 a traçar uma nova trajetória na sua carreira musical quando gravou com Pato Banton a música “Tudo de Bom”, um dos maiores sucessos do reggae no Brasil e passaporte de Derizans para o cenário do reggae mundial levando a dupla André e Pato a fazer centenas de shows pelo Brasil, Europa e EUA.

 

Em 1996, André Derizans & Zion Band lançam seu primeiro CD “Reggae Trem”, álbum que conta com participações especialíssimas, superestrelas do reggae como Yellowman, Black Uhuru, The Wailers e Pato Banton.

 

O lançamento no Brasil do clip de musica “Ipanema” foi exibido na MTV e Multishow e André Derizans passou a freqüentar as melhores casas noturnas das capitais e interior, viajando o Brasil com a Zion Band.

 

Em 1999, o surfista colecionador de reggae volta ao Hawaii e lança seu primeiro CD, conquistando o coração da galera havaiana definitivamente com as músicas “Tudo de Bom”, “Play the Music” e “Save Hawaiian Land”, quando assina contrato de cinco anos com a tradicional gravadora Hula Records.

 

Assim, Derizans abriu caminho para produzir trilhas-sonoras de vários programas de surf para a TV havaiana e filmes lançados até no Japão. É comum ouvir músicas dele na praia durante campeonatos de surf ou estourando os graves dos alto-falantes de um carro passando.

 

Não por acaso o destino uniu André Derizans, Gabriel  OP, Lazão,  Bino e Pato Banton em uma série de quatro shows nas ilhas de Maui e Oahu para mais de cinco mil locais.

Agora, Derizans lança “Peace Warriors”, rico em mistura e fusões de ritmos com base roots, apresentando um leque de alternativas de reggae. Como de costume, André aparece com ilustres convidados, como velhos amigos de Lazão e Bino, do Cidade Negra – que foram ao Hawaii para as gravações – bem como o ídolo Pato Banton.

 

Este novo trabalho tem lançamento previsto em dezembro simultaneamente no Brasil e nos EUA. Um dos destaques é a faixa “Roots Rock Reggae”, de Bob Marley, produzida em conjunto com Marty Dread, a partir de gravações originais cedidas pela família Marley. 
 
Nesta semana, a Zion Band está em São Francisco, Califórnia, onde hoje faz um tributo a Bob Marley. No final do ano, Derizans faz um show na festa de abertura da Tríplice Coroa Havaiana.

 

Acompanhe nas próximas páginas entrevista exclusiva de Derizans concedida por email ao nosso correspondente Bruno Lemos.

 

Clique aqui para ver a galeria de fotos de André Derizans.

 

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Quais os melhores momentos na sua carreira esportiva?
No surf foi ter participado num campeonato no Quebra-Mar. Acho que foi o primeiro campeonato da OSP (Organização dos Surfistas Profissionais do Rio de Janeiro). Cheguei a ficar entre os oito finalistas. Mas o melhor de tudo é que tinha altas ondas, um Quebra-Mar clássico da vida. Quem tava lá se lembra…

 

Depois, em 88, aqui no Hawaii participei do circuito havaiano (HPAC). Cheguei  até às oitavas-de-finais. Nada demais, mas foi legal para mim. Eu nunca fui um  grande competidor, mas sempre gostei muito do surf. Na época, eu tinha patrocínio da K & K, e o Klecio e o Kleber não faziam questão de que eu competisse.

 

Então, o free-surf era algo bem confortável para mim. Às vezes, entrava num campeonato ou outro, principalmente em Ipanema ou no Arpoador, o quintal de casa. Eu sempre surfava com Royler e com o Rickson Gracie. Eles sempre me levavam para a Prainha, Recreio, Meio da Barra. Inclusive pegamos um Grumari inacreditável .

 

E eles sempre me chamavam pra treinar jiu-jitsu. Mas como eu estava totalmente envolvido  com o surf, nunca aparecia no tatame. Já joguei basquete pelo Flamengo. Mas, depois de começar a surfar, parei com tudo.

 

Só comecei a praticar jiu- jitsu quando tinha 20 anos. Cheguei também a competir até conseguir alguns títulos como campeão brasileiro na faixa roxa em 95, vice-campeão  estadual em 97 e  participei do primeiro campeonato de jiu-jitsu no Hawaii em 92, quando eu e você fizemos a final numa luta muito polemica (risos).

 

Você acha que o surf e o Hawaii  têm algum tipo de influência no seu estilo de música?
Com certeza. As atividades e o ambiente em que vivo sempre me influenciaram e fazem parte de um estilo de vida que se reflete em tudo que faço. Mas, ao mesmo tempo por um outro lado considero mais forte a influência do meu ser como pessoa, independente do que faço ou do lugar onde estou.

 

Essa influência do meu ser vem  totalmente do meu lado espiritual, onde eu encontro inspiração para compor minhas músicas e tentar transmitir uma mensagem positiva. E acho que quando faço isso ao vivo, em shows por exemplo, é que sinto uma grande realização, vendo os corpos dançando e os olhos brilhando.

 

Como você descreve o seu som? 
Gosto muito de misturar e experimentar combinações de ritmos, com grande influência do reggae, mas com pitadas de outros estilos que sempre pintam na hora, principalmente música popular brasileira. Adoro Cidade Negra, Bob Marley, Twinkle Brothers e música havaiana entre outras.    

 

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Você pratica surf e jiu-jitsu, que mal ou bem é considerado um esporte violento para algumas pessoas. Teoricamente, é uma atividade  bem distante da música. Como você vê e descreve seu envolvimento com essas situações extremas? Existe alguma relação entre elas?
A prática do jiu-jitsu é milenar. É um privilégio daqueles que desfrutam desse estilo de vida, conseqüência da conquista de três objetivos: disciplina, concentração e atividade física.

 

Tudo isso ajuda o auto-conhecimento de cada indivíduo, preparando para qualquer situação. Na minha vida, poderia dizer que o jiu-jitsu é o principal alicerce. Acho que o instinto de sobrevivência dentro do tatame serve como uma inspiração também para sobreviver no meu dia-a-dia.

 

Acho que existem alguns elos entre o surf, música e jiu-jitsu sim. No surf, por exemplo, é mais um encontro entre o seu “eu” e a natureza, lidando com o inesperado, às vezes o imprevisível, pois cada onda é diferente. Você precisa estar em harmonia e pronto para fazer sua “assinatura” na onda.

 

Esse convívio com o oceano proporciona uma relação com a natureza que sem dúvida é projetada na minha música. Os ritmos estão sempre presentes em nossas vidas, desde o início no  ventre de nossas mães, onde aprendemos a gostar das batidas do coração dela.

 

O ritmo está nas marés, na lua, nas ondas, no tatame. O ritmo é a engrenagem da vida. É difícil falar sobre o relacionamento das três atividades – surf, jiu-jitsu e música. Estou escrevendo uma música em inglês intitulada “Soldado da Paz”, que vai passar um pouco de tudo isso.   

 

Muitas faixas do seu repertório musical têm participação especial de vários artistas. Quais nomes destaca e como você faz para harmonizar os ingredientes de sua atividade musical?
Cidade Negra, Black Uhuru, Pato Banton, The Wailers foram alguns dos artistas com os quais já tive oportunidade de trabalhar. Pra te falar a verdade, nunca planejei nada, nunca nem imaginei que um dia os conheceria. Imagina, gravar músicas com eles. Mas acho que tudo começou na época em que eu era DJ de rádio.

 

Eu fazia um programa de reggae na radio Fluminense (de Niterói), chamado “Zion Train”. Então, eu sempre cobria shows internacionais e acabava conhecendo os caras. Pedia para gravarem umas vinhetas ou uma entrevista para o programa. E acabava que com uns e outros me entendia melhor.

 

O Yellow Man, por exemplo. Fomos juntos para uma entrevista na rádio Cidade e saímos  de lá direto para um estúdio, onde gravamos uma música. O Pato Banton, conheci aqui no Hawaii. Eu estava fazendo uma cobertura para a rádio Free Hawaii, onde o conheci e agitei a ida dele ao Brasil, onde o acompanhei como intérprete.

 

No meio dessa história, fizemos a musica “Tudo de Bom”, era um tema que ele queria fazer pois todo mundo falava isso para ele. Também acho que foi uma das primeiras palavras que ele aprendeu em português.

 

Então, gravamos a música que acabou ficando show, o maior sucesso. Foi aí que praticamente iniciei minha carreira. Inclusive as pessoas ouviam a música e me perguntavam sobre minhas outras composições, perguntavam sobre a minha carreira e eu ficava até sem graça, pois não tinha carreira, eu não tinha outra música (risos). Só aquela mesmo. O pessoal nem acreditava, falavam que eu estava escondendo o jogo.  

 

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Você grava em português e em inglês. Qual seu público-alvo e onde você se considera mais conhecido, no Hawaii ou no Brasil?
Eu até hoje acho que não sei fazer música. Pode até parecer estranho, mas as músicas geralmente “vêm” para mim já prontas. Elas simplesmente aparecem na minha mente. Às vezes começo a cantarolar, pego um gravador, gravo as letras, enfim, tudo muito rápido.

 

Quem compõe  ou escreve música pode de repente se relacionar um pouco com o que estou tentando passar.

 

Eu gostaria que meu público-alvo fosse aqueles que gostam de reggae raiz. mas minhas musicas são misturadas com muitas outras coisas. Essa é uma pergunta muito difícil de responder. Se você me perguntar qual o público para o qual eu gosto mais de cantar, talvez seja mais fácil responder.

 

Aqui no Hawaii ou no Brasil, sei lá. Acho que aqui no Hawaii muita gente me conhece. Tenho uma gravadora que trabalha comigo já há alguns anos. Se formos levar em concideração a proporção da  população, acho que sou mas conhecido aqui.

 

Mas no Rio muita gente também sabe quem eu sou. Como eu tenho ficado mais aqui do que lá, sei lá, agora embolou tudo.

 

Eu fiquei espantado na última vez em que estive em Ubatuba. Fiz um show para seis mil pessoas junto com o Pato Banton. Claro que a maior parte delas estava lá  por causa do Pato. Mas eu vi  garotos de 15 anos cantando minhas músicas e fiquei pensando como é que pode, pois eu não ia ao Brasil havia quase cinco anos. Realmente foi um sentimento muito legal. 

 

O mercado musical  no Brasil é um dos setores que relativamente  movimenta  muita grana, principalmente se você for cantor de pagode ou de samba. Na sua opinião, o que está realmente faltando para que músicos ou bandas do mesmo estilo teu despontem?

Eu acho que tudo tem o seu tempo. Tudo tem sua hora e o seu destino. Eu particularmente faço música porque gosto. Talvez se tivesse apenas uma pessoa me ouvindo, ou até mesmo ninguém me ouvindo, continuaria fazendo, pois tenho prazer nisso.

 

Aonde minha música vai me levar, isso eu ainda não sei. Talvez  eu pudesse ter ido mais longe do que estou no momento, mas acho que isso só o tempo vai dizer. De uma maneira geral, acho que o que realmente falta para o nosso segmento musical despontar é que falta os “cartolas” da música, os caras das gravadoras, os caras que têm o poder de fazer a carreira de uma banda ou das pessoas, entenderem que o reggae é parte da cultura brasileira, não é uma música alternativa.

 

O litoral inteiro escuta reggae, em muitas outras partes do Brasil se escuta reggae, muito mais do que a mídia relata ou que se escuta nas rádios. Mas talvez  realmente deva ser mais fácil fazer músicas sobre violência ou de sacanagem, ou engraçada para ridicularizar alguma situação, sei lá.

 

Eu não faço música para agradar ninguém. As músicas geralmente vêm para mim, elas simplesmente aparecem na minha cabeça. Já ouvi produtores falarem que minhas músicas são muito espirituais, que deveriam ser um pouco mais comerciais. Mas eu não sei se consigo ser assim. Como falei, acredito em destino. Acho que um dia ainda vou me dar bem, mas não vou mudar meu estilo de música por causa disso.

 

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Você foi praticamente nascido e criado em Ipanema, onde aprendeu a surfar. Como descreveria as ondas que quebravam lá? Quais eram os melhores surfistas da área? E o que acha que mudou em relação à atualidade, ainda sobre a onda de Ipanema?

Foi muito bom para aprender a surfar em Ipanema, pois me deu uma excelente  base para depois poder surfar a melhor onda do Brasil, que é Saquarema. Pois Ipanema é uma onda buraco e curta.

 

Você tem que ter reflexos rápidos. Como comparação, é como jogar futebol de salão e depois jogar ir para o futebol de campo. Ipanema é assim, uma ondinha curta, oca, rápida, tubular e com força, me deu muita experiência para surfar os fundos de pedra do Nordeste,  Saquarema e até o Hawaii. 

 

Quando comecei  a pegar em Ipanema tive muita inspiração dos caras que surfavam na região. Alguns surfistas eram muito bons mesmo, como Valdir Vargas, Fred d’Orey, sem falar no Maurinho Pacheco, minha maior inspiração, pois ele é regular como eu. Ele talvez tenha sido um dos melhores surfistas que eu já vi. Ele surfa muito, inclusive aqui no Hawaii.

 

Também tem a galera do Arpoador, que se eu começar a falar, vou ficar aqui até amanhã. Tinha também o Daniel Friedman, Jefferson, Lipe,  Pepe, muita gente daquela época que servia de inspiração para a galera.

 

Em relação à qualidade das ondas, acho que eu ainda sou novo para falar nisso, pois não dá para comparar com dezenas de anos de um fundo de areia. Acho que antigamente dava mais ondas sim, mas não sei te dizer o porquê.

 

Antigamente, dava uns 6 pés de onda tubular, tubos para pegar em pé. Hoje em dia, o fundo está um pouco diferente. Mas, no Arpoador acho que continua dando muita onda, com tamanho lá atrás  da laje, perfeito. 

 

Uma  de suas primeiras músicas que ouvi foi “Ipanema”. Como surgiu essa inspiração e qual a repercussão no bairro, famoso pelas composições de Tom Jobim e Vinicius de Morais?

Pra te falar a verdade, eu nunca pretendi fazer uma música para Ipanema, apesar de todo o meu amor pelo local. Confesso que quando a música veio, antes mesmo de gravar fiquei meio inseguro. Pensava ‘quem sou eu, um artista totalmente desconhecido, gravar uma musica sobre Ipanema’, mas era uma coisa que tinha que registrar, pois era um sentimento pelo lugar.

 

Mas, foi engraçado o jeito que essa música veio de repente na minha cabeça. Foi por volta de 1995. Eu estava na praia e morava a três quarteirões de lá. Um dia, fiz a música a caminho de volta da praia. Eu estava ouvindo muito “Israel Vibrations”.

 

Na  época, eu estava com um ritmo de uma música deles na cabeça me perturbando. Então, comecei a encaixar uns versos de Ipanema com um ritmo parecido com que estava na mente. E quando cheguei em casa a música estava pronta.

 

Cheguei até a achar ‘poxa, tinha sido simples demais’, mas, sei lá, foi o que veio e foi sem dúvida uma das músicas que me projetou muito no mercado. Na época, uma gravadora inglesa estava chegando ao Brasil e gostou. Fizeram inclusive um vídeo-clip  dirigido por Jodelle Lacher, então um bom diretor da Rede Globo. E para minha surpresa o vídeo tocava cerca de oito vezes por dia na MTV brasileira, sucesso total.  

 

Muitas bandas de reggae se auto-denominam rastafari, ou pelo menos cantam músicas em adoração ao imperador da Etiópia Hailé Selassié, considerado “Deus” por eles. Você  acha que para tocar reggae o cara tem que ser rastafari? Quais as suas impressõe sobre o rastafarianismo?

Eu acho que música e religião podem ou não ter um relacionamento forte. Eu toco reggae e sou católico, não acredito que você tem que ser rasta para tocar reggae. Para te falar a verdade, não conheço muito essa religião.

 

Então, não me sinto confortável para falar sobre eles. Não acredito que Haile Selassie tenha sido a reencarnação de Jesus Cristo, como eles acreditam. Mas acho que ele foi um homem muito bom e importante na África, pois conseguiu libertar o povo da Etiópia de algumas opressões através de uma boa diplomacia com a ONU. Mas como não sei muito disso, prefiro nem falar. só sei que no Hawaii e em vários lugares do mundo existem muitas bandas que tocam reggae e não são rastafaris, assim como eu.

 

Fale um pouco do seu último álbum e o que podemos esperar de sua carreira no futuro?
Esse meu último trabalho está mais maduro, mais calmo, em um certo aspecto mais romântico, mais raiz , mais raiz brasileira.

Neste caso, não vejo minha música totalmente reggae. Seria uma fusão de vários ritmos, com influência de ritmos jamaicanos, rock, jazz, música brasileira, são muitas misturas. Mais uma vez tive a oportunidade te trabalhar algumas faixas com pessoas incríveis, como o pessoal do Cidade Negra, Matty Dread – um dos pioneiros do reggae aqui no Hawaii.

 

Gravamos juntos uma faixa incrível, uma música do Bob Marley com o track original do The Wailers. Conseguimos isso como Santa Davis, baterista que possui as gravações originais e que foram liberadas pelo Ziggy e Rita Marley,  responsáveis pelo destino das músicas do Bob Marley.

 

E a música tem versos que eu  traduzi em português. Isso foi muito emocionante, pois Bob Marley sempre foi um grande ídolo. Acho que é a minha faixa favorita e tenho certeza que vai estorar no Brasil.

 

Quando você pretende voltar para o Brasil e quais são seus planos?
Estou no momento em São Francisco, onde irei fazer alguns shows com Martty Dread aqui na  Califórnia. Pretendo voltar para o Hawaii para o show de abertura da Triple Crown e depois ir para o Brasil, onde espero conseguir fechar com alguma gravadora e fazer alguns shows para divulgar um pouco mais o meu trabalho.

 

Para sabe mais sobre o trabalho de André Derizans acesse o site Brazildeluxe.com.br .

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    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chegou na última sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia (EUA). A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Em Inglês: Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Oscar Berry (AUS) 12.73 x 11.26 Joel Vaughan (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) 11.40 x 11.27 Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x Callum Robson (AUS)2 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x Oscar Berry (AUS)4 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x Luke Thompson (AFS)10 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake Marshall (EUA)13 – Gabriel

    Próxima chamada nesta terça-feira (15) às 11h30 (de Brasília). Confira ao vivo a etapa do Circuito Mundial da WSL em Trestles e participe dos debates em nosso fórum. Novo swell ganha força dia 16.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.

    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).

    O havaiano Makana Pang escreveu seu nome na história de Desert Point nesta quarta-feira (9). Ele venceu a edição indonésia do Capítulo Perfeito, primeiro evento de surfe realizado na famosa esquerda de Lombok, e fechou a decisão com a única nota 10 do dia. Os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Foram seis horas consecutivas de ação em ondas com cerca de 2 metros. Oito convidados tiveram praticamente livre uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta, cenário que recebeu pela primeira vez um evento desta dimensão. Makana já havia mostrado força nas primeiras fases. Depois de marcar 9,17 em uma de suas ondas, o havaiano chegou à final diante de Bruno Santos, Ícaro Ronchi e do indonésio Usman Trioko. Os dois brasileiros acumularam notas acima de 8 pontos ao longo do evento, mas foi Pang quem encontrou, na decisão, o tubo mais longo e tecnicamente exigente do dia para arrancar a nota máxima dos juízes. Com 17,57 pontos, Makana ficou com a vitória. Bruno terminou muito próximo, com 16,76, seguido por Ícaro, com 15,43, e Usman, com 10,60. Além da conquista em Desert Point, o havaiano garantiu um wildcard direto para o Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. “Fazer parte do primeiro evento de surf de sempre em Desert Point foi uma honra. E conseguir um 10 perfeito na final foi um sonho tornado realidade. Estar ali com apenas mais três pessoas na água é provavelmente uma das coisas mais loucas que já vivi no surf. Esta onda é imbatível. Estou muito feliz e muito grato” Brasileiros chegam fortes à final Bruno Santos e Ícaro Ronchi foram dois dos grandes nomes do dia. Bruninho, profundo conhecedor de Desert Point, chegou a registrar o maior somatório de uma bateria em todo o evento: 18,24 pontos, na segunda passagem pela água. Ícaro veio logo atrás na mesma bateria, com expressivos 17,93. Os resultados oficiais mostram que ambos avançaram para a final em grande fase. A presença de Ícaro na decisão teve ainda um ingrediente especial. Convocado de última hora, ele ocupou a vaga deixada por Bruno Santos na lista de wildcards depois que Bruninho passou a ocupar uma vaga pelo seeding, em consequência da desistência de Nic von Rupp. Ícaro aproveitou a oportunidade e terminou o evento no terceiro lugar. Pedro Calado foi o terceiro brasileiro no evento. Ele somou 8,60 pontos na primeira bateria e melhorou para 11,80 na segunda, mas não conseguiu avançar à final. Tubos decidem tudo Como manda o formato do Capítulo Perfeito, apenas o tempo e a qualidade dentro dos tubos foram considerados pelos juízes, sem pontuação para manobras. É a característica que acompanha o evento desde sua primeira edição, realizada em 2012. Antes da entrada dos oito convidados, o dia começou com uma bateria especial dedicada aos surfistas de Desert Point. Diki Wahyudi venceu o Local Heat com 5,77 pontos, seguido por Ilham Sukron, com 4,00. A organização também tomou uma decisão inédita em relação aos 10 mil euros de premiação. O valor, originalmente reservado ao vencedor, foi dividido entre todos os participantes. Segundo Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito, a escolha refletiu a proposta de compartilhar a experiência proporcionada pelas condições encontradas em Lombok. “Hoje, todos os surfistas saíram daqui a sentir-se vencedores e, por isso, o prize money é dividido por todos. Conseguimos envolver a comunidade local e isso deixa-nos particularmente felizes”, afirmou Rui. Estreia internacional Desert Point marcou ainda um novo capítulo na história do evento. Em sua 12ª edição, foi a primeira vez que o Capítulo Perfeito saiu de Portugal. A estreia internacional terminou justamente com aquilo que define sua proposta: condições tubulares e uma nota 10 na bateria decisiva. Com a vitória, Makana Pang agora tem encontro marcado com Carcavelos em 2027. Em Lombok, o havaiano entrou para a história como o primeiro vencedor de um evento de surfe realizado em Desert Point. Resultado final do Capítulo Perfeito 2026 – Desert Point Melhor tubo: Makana Pang (HAV) – 10,00 pontos

    Havaiano Makana Pang vence primeiro evento de surfe realizado em Desert Point com nota 10 na final. Brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminam em segundo e terceiro.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta é palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Clique aqui para acompanhar as notas ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre o evento Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial, com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado, Bruno Santos e Ícaro Ronchi. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito.

    Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles três brasileiros. Confira ao vivo.

    A etapa Guarapari do Circuito Bando do Brasil chegou ao fim neste domingo na Praia d’Ulé, no Espírito Santo, reunindo alguns dos principais nomes do surfe sul-americano em disputas válidas pelo QS 4.000 da World Surf League (WSL). A etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as semifinais nas duas categorias, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral catarinense. Tainá Hinckel (BRA) e Jadson André (BRA) levaram os troféus de campeões para casa, somando importantes pontos na corrida pelo título sul-americano e pela vaga no Challenger Series (CS) de 2027/28. Além disso, os vencedores embolsaram 8 mil dólares de premiação. Luan Wood (BRA) assumiu a liderança do ranking do QS após a etapa. Daniella Rosas (PER) toma a frente de Sophia Medina (BRA) na lista e também assume a ponta. Tainá Hinckel arrasadora na decisão  Em um duelo internacional inédito em finais, Tainá Hinckel (BRA) venceu a experiente Daniella Rosas (PER) e conquistou o título feminino do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari. As duas já haviam se enfrentado seis vezes em etapas do Qualifying Series, com três vitórias para cada lado, mas esta foi a primeira decisão entre elas.  Tainá chega à sua primeira final do Circuito Banco do Brasil em 2026, depois de bater na trave em duas semifinais, em Ubatuba e Natal, e se coloca novamente na briga pelo bicampeonato. A catarinense da Guarda do Embaú também disputa o Challenger Series e chega à terceira posição do ranking do QS na América do Sul após esta etapa, em uma temporada que pode marcar mais um salto importante na carreira da atleta olímpica e integrante do squad BB. A final foi marcada por uma disputa de alto nível e pelo duelo de backside, uma das principais características do surfe de Tainá. A brasileira abriu vantagem com uma onda de 8 pontos, construída com três fortes pancadas, deixando Daniella precisando de 10 pontos para virar. Na sequência, Tainá encontrou uma esquerda mais longa e arrancou 7 pontos dos juízes, ampliando a pressão sobre a peruana. Com apenas quatro ondas surfadas durante toda a bateria, Tainá garantiu o título na Praia d’Ulé e o maior somatório do evento: 15,50 pontos, o mesmo alcançado por Dani nas semifinais.  “Estou muito feliz com essa vitória e muito rouca, porque berrei com tudo o que estava aqui dentro nas minhas duas melhores ondas. Foi uma bateria muito disputada. O surfe feminino está evoluindo muito na América do Sul e estamos caminhando para mostrar nosso potencial mundo afora. Vencer aqui é muito especial para mim. Acreditei do início ao final e sabia que precisava acreditar”, celebra a campeã. “Estou muito feliz e sei o quanto é importante para mim estar com essa garra, mostrar meu surfe em qualquer campeonato. Não é só a onda, mas a conexão que existe dentro de mim. Foi super disputada do início ao final, mas eu sabia que seria minha porque planejei tudo desde o começo. Deus tinha escrito isso para mim”, comemorou Tainá. Jadson é bicampeão na Praia d’Ulé Aos 36 anos, Jadson André escreveu mais um capítulo de superação na Praia d’Ulé. Mesmo competindo durante toda a etapa com uma lesão no pé que chegou a colocar sua participação em dúvida, o potiguar venceu Luan Wood na final masculina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari e conquistou o título pelo segundo ano consecutivo. O confronto foi o segundo entre os dois na temporada. Em Imbituba, Jadson e Luan haviam se encontrado na semifinal, com vantagem para o catarinense. Desta vez, porém, o potiguar levou a melhor no duelo decisivo. Em uma bateria com as condições do mar alteradas pela entrada do vento logo após a final do feminino, Jadson apostou em seu forte surfe de frontside e nos aéreos para abrir vantagem, enquanto Luan, de backside para as esquerdas e com um surfe mais de linha, lutou até o fim, encaixando boas combinações de manobras para reduzir a diferença entre eles no somatório final. Apesar de encontrar um 7,27 pontos, Luan não conseguiu trocar sua onda de backup e acabou sendo batido na matemática final por 12,60 (7,27 + 5,33) contra 13,33 (6,83 + 6,5) de Jadson.  “Mais uma vez, toda honra e toda glória sejam dadas a Deus. Sem Ele, seria impossível chegar até aqui e vencer esse campeonato. Eu realmente não conseguia pisar no chão direito e chegou a passar pela minha cabeça abandonar a competição. Mas, como alguém que confia nos planos de Deus, decidi pensar em um dia de cada vez e as coisas foram acontecendo”, contou o campeão. Jadson também revelou que uma série de coincidências durante a etapa o fizeram lembrar da conquista de 2025.  “Durante a competição, várias coisinhas foram trazendo boas lembranças e alguns sinais. No ano passado, competi com a cordinha do meu colega de quarto. Este ano, eu estava competindo com o leash de outro moleque e tinha quebrado a minha única quilha que eu conseguia surfar. Cheguei na praia e encontrei o Rickson (Falcão), que me emprestou uma quilha da prancha reserva dele. Ontem, uma pessoa me perguntou: ‘Vai ganhar de novo?’. E eu respondi: ‘Vou ganhar de novo’. Na minha segunda onda da bateria, foi a primeira vez que consegui pisar na prancha direito. Parece até que estou vivendo o ano passado de novo.”  Emocionado, Jadson ainda mandou um recado para a família: “Estou muito feliz. Mando um beijo para minha esposa, meu filho e toda a minha família. Vou levar essa tartaruga (mascote da etapa) para o meu filho. Estou muito feliz e embalado para a próxima semana, porque já temos outro evento muito importante do ano pela frente.” O caminho dos campeões até a final Traçando o retrospecto até as finais, a manhã

    Jadson André e Tainá Hinckel vencem etapa do Circuito Banco do Brasil em Guarapari (ES), em prova válida pelo QS 4000, enquanto Luan Wood assume a liderança do ranking sul-americano.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta será palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. A janela começou na última terça-feira (1) e segue até 15 de setembro. Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial. A organização acompanha as previsões e fará o call oficial com 72 horas de antecedência. A expectativa agora está voltada para uma ondulação prevista para chegar no próximo dia 8 de setembro. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito. Tubos e mais tubos Desert Point exige uma combinação bastante específica de ondulação, vento e maré. A longa esquerda quebra sobre uma bancada de coral extremamente rasa e afiada, característica que ajudou a transformar o pico em uma das ondas mais exigentes do planeta. O cenário combina perfeitamente com a proposta do Capítulo Perfeito. Criado em 2012, o evento tem como essência esperar pelas melhores condições possíveis e colocar especialistas em tubos na água. Somente tubos são pontuados. Serão oito convidados divididos em duas baterias de quatro surfistas. As duas primeiras fases não são eliminatórias, portanto todos entram na água duas vezes. Ao final dos dois rounds, os quatro maiores pontuadores avançam diretamente à decisão. Todas as baterias têm duração de 45 minutos. O campeão em Desert Point também garante uma vaga direta no Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. A edição indonésia distribui ainda 10 mil euros em premiação. Dois brasileiros em Desert Point O Brasil já tem dois representantes confirmados. Pedro Calado conquistou sua vaga depois de chegar à final da edição de 2025, em Carcavelos. Ele estará ao lado de Balaram Stack, Cam Richards e Nic von Rupp entre os quatro classificados a partir do resultado do último evento. Von Rupp herdou a vaga de Noah Beschen, que não viajará à Indonésia por compromissos profissionais. O segundo brasileiro é Bruno Santos, anunciado como o primeiro wildcard global. Campeão do Capítulo Perfeito em 2015, Bruninho passa boa parte do ano na Indonésia e acumula enorme experiência em Desert Point. “Para mim, é uma honra enorme receber este convite. Ser um de apenas dois surfistas internacionais convidados torna tudo ainda mais especial. Existe uma ansiedade muito grande, porque é uma novidade e também porque, desde que o evento foi anunciado, muita gente sonhou com esta vaga e procurou esta oportunidade. Tenho um carinho muito grande por Desert Point, dediquei muito tempo da minha vida àquela onda e conheço bem as condições de lá. Estou muito ansioso e, acima de tudo, muito feliz por viver este momento”, comenta Bruninho Santos. Rui Costa vai além ao falar da experiência do brasileiro na bancada. “O Bruno Santos é provavelmente o surfista com mais horas de tubo em Desert Point. Foi campeão do Capítulo Perfeito em 2015 e acompanhou toda a evolução do evento. Para nós, era uma opção lógica”, afirma. Quem será o último convidado? Sete dos oito nomes estão definidos. Além de Pedro Calado, Bruno Santos, Balaram Stack, Cam Richards e Nic Von Rupp, o evento terá os wildcards locais Sulaiman e Usman Trioko. Resta apenas um wildcard global, mantido em segredo pela organização. E os próprios competidores já começaram a fazer suas apostas. Cam Richards e Bruno Santos apontam Tosh Tudor. Balaram Stack aposta em Craig Anderson, enquanto Usman Trioko acredita que será um brasileiro chamado Leandro. Nic von Rupp foi ainda mais longe e escolheu Kelly Slater. A organização divulgou três pistas sobre o convidado: ele é descendente de uma figura lendária do surfe havaiano, aparece no filme PIPELINE (2026), de Peter King, e já foi candidato diversas vezes ao Wave of the Winter (WOTW). O nome será revelado antes do call para o evento. Primeira temporada internacional A passagem por Desert Point faz parte de uma nova fase do Capítulo Perfeito. Pela primeira vez desde sua criação, em 2012, o evento ampliou seu calendário para fora de Portugal em 2026, com Moçambique e Indonésia. Ao longo de sua história, o evento já passou por Supertubos, em Peniche; Praia do Norte, em Nazaré; e Carcavelos, em Cascais. A etapa de Moçambique prevista para este ano não foi realizada porque a ondulação esperada não chegou durante a janela. Agora, todas as atenções estão voltadas para Desert Point. Os surfistas permanecem em stand-by e a organização acompanha o oceano à espera das condições que justificam colocar na água o primeiro evento da história da famosa esquerda de Lombok. Confirmados no Capítulo Perfeito de Desert Point Classificados por Carcavelos 2025 Balaram Stack (EUA)Cam Richards (EUA)Nic von Rupp (POR)Pedro Calado (BRA) Wildcards locais Sulaiman (IND)Usman Trioko (IND) Wildcards globais Bruno Santos (BRA) A definir

    Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado e Bruno Santos; janela vai até 15 de setembro e organização monitora swell previsto para o dia 8.