Andre Derizans

Reggae do surfista

Andre Derizans ataca de músico e longboarder. Foto: Arquivo Pessoal.

O músico e longboarder Andre “Spydah” Derizans se apresenta no dia 22 de outubro no Arpoador, Rio de Janeiro (RJ), durante a etapa de nível 6 estrelas do ASP Star (antigo WQS).


Brasileiro naturalizado havaiano, Andre faz parte da elite mundial dos pranchões e no mês de agosto participou da abertura do World Longboard Tour em Sri Lanka.


No final da década de 80, Derizans começou a contribuir com significativa importância para o cenário do reggae nacional. Zion Train era o programa que levava os ouvintes as raízes do mais puro reggae, produzido e criado por ele.


O programa passou pela Rádio Imprensa (1989-90), Rádio Fluminense (1991-92) e foi parar no Hawaii (1992-93) na Radio Free Hawaii.


Foi no arquipélago que André conheceu Pato Banton, seu parceiro em uma nova jornada: a de compositor e intérprete. Com ele Derizans criou seu primeiro sucesso: A música Tudo de Bom, lançada no mundo inteiro em 1994 pela EMI (CD Collections de Pato Banton).


Depois de frequentar as melhores casas de show do Brasil, o vocalista resolveu partir definitivamente para a ilha de Oahu, onde vive até os dias de hoje.

 

Qual o motivo de sua viagem ao Brasil?

Vou ao Brasil para fazer um show com a minha banda no Arpoador, Rio de Janeiro (RJ), durante a etapa de nível 6 estrelas do ASP Star no dia 22 de outubro. Do Brasil vou para a Itália disputar o mundial de Longboard, no qual represento o Hawaii e estou na 17ª posição do ranking.
 
Como foi o convite para tocar no Arpex?

Foi impressionante, quase inacreditável. Recebi este convite do projeto Favela Surf Clube, localizado no Cantagalo, comunidade onde eu cresci. Apesar de morar no asfalto, meu playground era o morro e sou um dos mais antigos membros do clube antigo Surfavela.

O Favela Surf Clube tem participação direta na organização de todos os eventos no Arpoador. Eles fazem um bonito trabalho e a ideia do convite para esse show foi muito importante na minha carreira.

Que tipo de música você vai tocar?

Vou tocar as músicas que tocam aqui na rádio do Hawaii como, por exemplo, Live it up to Jah Works. Também vamos tocar uma música que usamos para a divulgação do evento. Ela chama Ipanema e é uma homenagem ao bairro em que nasci.

O que mais deve rolar no show?

Farei doações de pranchas para a escolinha do clube durante o show. Se algum fabricante de prancha quiser doar alguma nova ou usada eu entrego no palco. Vai bombar este show.
        
Como anda sua carreira como longboarder?

No momento estou em trajetória no Mundial. Graças a ajuda do meu amigo australiano Andrew Carruthers, representante dos Christian Surfers (Surfistas de Cristo), consegui uma estadia de graça para a primeira etapa no Sri Lanka por meio da sede do Surfing The Nations.

Foi uma rápida transição da minha carreira durante esses dois últimos anos em que surfo de long. Alguns dos meus patrocinadores hesitam em investir. Como não sou mais amador, tenho despesas e eles ate então só me dão roupas.

Negocio com meus atuais patrocinadores Town & Country, Bad Boy, My Evolution, DaHui, Classic Malibu, Pastor e tenho proposta enviada para Benetton, Hang Ten Brasil, DaHui Brasil e Quiksilver Brasil. Mas no momento estou aberto para qualquer marca que se envolver com o meu trabalho tanto dentro como fora d’água.

Poderia deixar um recado para os internautas?

Mal posso esperar para cantar para o público brasileiro de novo, ainda mais no Arpex, onde fiquei em pé na prancha pela primeira vez e fui criado. Estou muito feliz!

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