Reflexão. Independente de religião e da comemoração ou não da passagem do ano, com certeza todos refletem sobre o que passou no ano velho e na vida e planeja o próximo.

 

Aqui no Hawaii, como em qualquer lugar do mundo, é a mesma coisa. Um fato que
me fez refletir foi a entrada das novas gerações.

 

Hoje com 13 anos o havaiano John John Florence deixou de ser uma promessa para se tornar uma realidade.

 

Venceu um evento em Haleiwa essa semana com surf de gente grande. Nos últimos três dias Pipeline quebrou bonito.

 

John John pegou altas ondas no meio de um crowd de estrelas como Kelly Slater, que com a graça de sempre surfou um tubo animal que pareceu fácil para todos os mortais que assistiam da praia.

 

Tão fácil quanto namorar Gisele Bündchen. Dropou voando, entubou e, quando todos pensavam que ele tinha caído dentro do tubo, saiu como uma bala pela baforada.

 

Dizem as más línguas que essa baforada o levará até o Brasil para celebrar com a modelo a virada do ano.

 

Com um tornozelo torcido fiquei na praia apreciando o show. Dois brasileiros franzinos me chamaram a atenção.

 

A primeira impressão era que se tratava de havaianos devido a naturalidade com que atacavam a onda.

 

Wiggolly Dantas e Patrick Tamberg surfaram pelo menos uma onda cada testemunhadas por mim. Eram ondas intermediárias, mas o swell com intervalo de 20 segundos deixa a onda mais pesada.

 

Os dois entubaram ?deep? e saíram quebrando as ondas até o raso. Isso me passou uma sensação ótima do que podemos refletir sobre o nosso futuro em ondas desse calibre.

 

Em pleno final de dezembro poderiam estar curtindo com a família no Brasil, como a maioria da galera da idade deles. Porém, estão aqui se dedicando nas grandes ondas e buscando atingir seus objetivos.

 

Como o crowd não é formado só de estrelas como Slater e de molecada como John John ou Wiggolly, um coroa com uma gun 9 pés pegou as maiores do dia e saiu com um sorriso de uma orelha a outra.

 

John, um coroa californiano que mora no Hawaii há mais de 20 anos, deve ter
refletido como foi boa a sua mudança do continente para a capital das ondas.

 

Enquanto escrevo essa artigo Sunset quebra majestosa com séries de 10 pés, com previsão de séries de até 12 pés no final de tarde.

 

Ondulação atrás de ondulação. Assim caminha o North Shore para mais uma virada de ano. E você, sobre o que reflete na passagem de ano?

 

Aloha

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